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Livro
de Maria Nazareth Soares Fonseca
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As
Iluminações de Zenóbia
José Aloise Bahia *
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Poeta
fugaz, hipnotizado pela luz azul da lua
José Aloise Bahia*
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O
SAL DAS ROSAS
Márcio Davie Claudino
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Abismo
de uma
realidade sem saídas
José Aloise Bahia*
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Novela
de memórias: um pedaço de mim
Por
Omar L. de Barros Filho
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O
SAL DAS ROSAS
Márcio
Davie Claudino

Quando eu disse a poeta Bárbara Lia que percebesse, mediante
circunstâncias singulares, o que realmente fazia sentido e que se
traduzia em um sentimento de pertencimento, minha intenção
era que estimasse tal noção partindo de critérios
avaliativos subjetivos, ou seja, do que fosse mais verdadeiro e autêntico
em sua vida e projeto literário; e não pensei que ela levasse
tão a sério aquelas palavras. Qual não foi a minha
surpresa quando me deparei com o poema que abre este "O Sal das rosas",
cujo título é "O que me pertence". Somos assim,
e que bom. Movidos algumas vezes pelo verso do outro, por palavras escritas
ou proferidas em algum momento, em alguma luz ou treva, e que o atento
escriba sabe captar em suas faixas, para irradiar na sintonia de outros
canais. Afinal, o que mais nos pertence, além da extensão
de nós mesmos e de nossa alma? Algo como os filhos, por exemplo;
ou a própria literatura, porque viaja nessa dimensão, do
pertencimento mágico ao real, num movimento pendular entre o que
temos e somos e o que anelamos e projetamos.
E, afinal, o que não nos pertence? Algo que nos escapa ou no qual
não nos encaixamos, este sentimento de não-adequação
tão comum à própria noção de não-pertencimento.
E a quê? A tantas coisas inumeráveis, situações
e coisas não-poesia. O projeto de Bárbara Lia continua,
ainda que na contramão das coisas
não-poesia, das condições não-pertencimento,
contrapondo-se justamente pelo viés do autêntico e do verdadeiro,
do que mais lhe pertence. E aqui, neste "O Sal das Rosas" ela
os apresenta, como se vê, na maioria dos poemas, seja através
do "riso dos filhos", dos amores e dores, ou do seu constante
exercício de pensar e reescrever o mundo de suas leituras e diálogos,
indissociáveis, de todo modo, de suas identificações
ideológicas, passionais e de sua busca constante pelo ideal humanista.
MÁRCIO
DAVIE CLAUDINO - Formado em Letras pela UFPR (PR)
Lançou o livro – O sátiro se retirou para
um canto escuro e chorou (poesias) – Imprensa Oficial do
Paraná.
O SAL DAS ROSAS
Poesias
BÁRBARA LIA
Lumme Editor, 2007
Bárbara
Lia é professora de História e escritora. Vive
em Curitiba. Livros publicados: O sorriso de Leonardo
(Kafka ed. - 2.004), Noir (ed. do autor – 2.006), O sal
das rosas (Lumme editor – 2.007), A última
chuva (ME – ed. alternativas – MG – 2.007).
Solidão Calcinada (Romance) - em fase de edição
na Imprensa Oficial do Paraná, através da Secretaria do
Estado da Cultura.
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