As
aparições da Virgem - Maria e sua
relação com os acontecimentos mundiais
Ana
Lúcia Vasconcelos
Introdução
No inicio do ano de 2001 comecei a escrever este texto que
pretende ser um livro, mas que formatei como matérias
de quarenta, quarenta e cinco linhas para serem publicadas
em jornais e revistas, e sites, sobre diversas manifestações
de Nossa Senhora -sejam aparições ou sinais
em imagens ou ícones- em vários momentos da
história da cristandade: desde a primeira, ocorrida
quando a Virgem ainda vivia (fenômeno conhecido como
bilocação), passando por todas suas manifestações
ao longo desses dois mil anos. Estou me alongando especialmente
nas manifestações de Nossa Senhora ocorridas
nos dois últimos séculos: XIX e XX, que são
as mais próximas de nós, como as aparições
à Santa Catarina Labouré em Paris em 1830,
a de La Salette em 1846, a de Lourdes em 1858, na França,
a de Fátima, em Portugal, em 1917, a de Medjugorje
na ex-Iugoslávia, que começou em 1981 e persiste
até hoje, sendo mesmo as mais importantes da história
das aparições e segundo a própria Virgem,
as últimas para a humanidade.
Segundo
os especialistas no assunto, há hoje cerca de 800
aparições em todo o planeta e perto de 2500
sites na Internet que abordam esse assunto. Só para
registrar a importância do evento.
Ligação
com
os acontecimentos
Para os céticos gostaria de lembrar ou esclarecer
que as aparições estão intimamente
ligadas aos acontecimentos planetários, não
são fenômenos isolados, coisas de beatos, ou
de fanáticos, ou de visionários loucos, como
muitos poderiam pensar, mas eventos relacionados com momentos
importantes da história da humanidade.
Só para lembrar algumas mais recentes: segundo Fulton
Sheen, que foi bispo auxiliar de Nova York há algumas
décadas, (conforme citação do padre
Valério Alberton, SJ no seu A Virgem Maria nas Aparições
de Medjugorje-Edições Loyola, 1986, São
Paulo), há uma ligação entre as aparições
de Lourdes, na França em 1858 e a de Fátima,
em 1917 em Portugal. Fulton Sheen considera mesmo o ano
de 1858 como sendo aquele que inicia o mundo moderno, como
antítese do mundo cristão.
Isso porque neste ano John Stuart Mill escreve seu Ensaio
Sobre a Liberdade, no qual identificava o abuso e a ausência
das responsabilidades sociais, gerando o capitalismo, pai
do comunismo, que Nossa Senhora vai lembrar em 1917. Ainda
em 1858, ele continua, Darwin publica o seu: Origem das
Espécies, em que “desviando a atenção
do homem do seu eterno destino, o faz olhar só para
um passado animal”.
E neste mesmo ano conforme anota Sheen, Richard Wagner escreve
as suas obras em que fazia reviver o mito da superioridade
da raça teutônica que originou o nazismo e
a maior hecatombe da história da humanidade: a Segunda
Guerra Mundial (1939-1945). E finalmente em 1858, Karl Marx,
ideólogo do comunismo juntamente com Friedrich Engels
escreve a sua Introdução à Crítica
da Economia Política, que considera a economia como
fonte da vida e da cultura.
Segundo Fulton Sheen, desses quatro homens nascem as idéias
que vão dominar o mundo durante quase um século:
a idéia que o homem não é de origem
divina, mas animal, a sua liberdade é abuso e ausência
de autoridade e de lei, que privado do espírito,
ele é parte integrante da matéria do cosmos
e que portanto não tem necessidade de religião.
E não só essas duas, têm ligações
com os acontecimentos mais importantes das sociedades humanas,
mas muitas outras, conforme se verá na seqüência
deste trabalho: a Virgem aparece em momentos graves da história
da humanidade ou na história de crianças,
jovens simples ou não, para padres, papas, reis,
mas sempre com uma coisa em comum - pedindo a conversão
daquela comunidade, cidade, país, enfim transformando
a vida daquelas pessoas radicalmente, no sentido de conversão
para Deus.
Minha
experiência
com a Virgem
Mas para começar vou falar da minha própria
experiência com a Virgem, que me conduziu numa tarde
cinzenta e fria de São Paulo, à igreja de
Nossa Senhora do Paraíso (eu morava no bairro do
Paraíso nesta época) para conferir uma informação
que eu havia obtido no Jornal da Tarde: que lá havia,
como no Mosteiro de São Bento e outros lugares da
cidade que agora não me lembro canto gregoriano.
Como sempre quis estudar canto gregoriano, guardei o recorte
e depois de alguns meses talvez, resolvi ir à igreja
que ficava até perto de casa, onde, na verdade começou
a minha vivencia com a Virgem Maria e continua até
hoje com novas e maravilhosas revelações e
sinais, e muita provação.
A história vale a pena ser contada para que você
leitor, descrente, crente ou indiferente constatar como
funcionam as coisas de Deus, o modo como Ele age nas nossas
vidas e as transforma radicalmente. Pois então eu
entro na Igreja Nossa Senhora do Paraíso nesta tarde
fria e cinzenta, aliás, tipicamente paulistana, e
eu estava encapotada com roupas da Ellus, e isso, não
para dizer que eu me vestia com roupas de grifes digamos
famosas, falo só para acentuar o que vem depois.
Devo dizer ainda que eu estava a esta altura mantendo um
relacionamento com um rapaz, nove anos mais novo que eu,
há exatamente nove anos, sendo que já estava
separada do meu marido há mais de doze anos e tinha
dois filhos: Maximiliano e Marina, sendo que a menina estava
morando com o pai em Campinas e o Max estava comigo em São
Paulo. Mas naquela tarde ele devia estar em férias
em Campinas e, portanto eu estava sozinha e para agravar
a situação o meu relacionamento com o namorado
ia de mal a pior e, portanto eu estava bem estranha naquela
tarde, angustiada, enfim por dentro eu também estava
nublada, como o dia.
Plena
penumbra
Eis que entro na igreja que é, quem conhece pode
confirmar meio escura, só iluminada com luzes baixas
e, portanto me vejo em plena penumbra. Mal entrei, vejo
sair da penumbra uma senhora que me pergunta se eu sabia
onde era o toalete. Eu respondi que não sabia por
que era a primeira vez que entrava naquela igreja, mas que
estava indo a sacristia – eu me lembrava que igrejas
têm sacristia, pedir uma informação
e se ela quisesse podia ir comigo e então ficaríamos
sabendo
Fomos, portanto nós duas para a porta lateral que
dava para o interior e entramos. Eis que surge na nossa
frente um - não um padre, mas um bispo da igreja
que é de ritual melquita, ou seja, ela é cristã
ortodoxa e os freqüentadores são em sua maioria
de origem sírio libanesa, enfim a colônia árabe
de São Paulo.Cumprimentei o bispo (até então
não sabia que ele era um) e disse que precisava saber
duas coisas: primeiro sobre o canto gregoriano, que eu havia
lido no jornal que lá havia e se eu podia participar
se havia alguma espécie de curso, ensaios, etc. E
a segunda, onde era o toalete. Ele indicou e a senhora se
foi. E para mim ele fez um gesto, que hoje eu vejo que foi
profético. Levantou as duas mãos para o alto
e disse: “mas a senhora vai mudar completamente a
sua vida, canto gregoriano é maravilhoso. Mas não
temos ninguém para dar cursos, aulas, todos são
muito ocupados. Mas é simples-a senhora vem na missa
das 10 h da manhã dos domingos, vai lá no
Coro e canta. É em grego e árabe”.
Imaginem a minha cara de decepção: grego e
árabe? Mas eu não sei nenhuma desses idiomas.
Ele nem se abalou: “é fácil, a senhora
aprende logo”. Eu então me despedi decidida
a ir à missa no próximo domingo. Quando entrei
novamente na igreja, um tanto pensativa, mas já mais
animada, afinal mesmo que fosse em grego e árabe,
quem sabe... Eis que vejo a senhora me esperando. Para falar
a verdade eu me havia esquecido dela já, estava mergulhada,
não mais na penumbra, mas na tarefa que tinha pela
frente. Pensava como as coisas para mim não eram
nada simples, apesar do bispo ter dito o contrário.
Revelação
dos ministérios
Intercessão e libertação
Quando saio da sacristia pensando na coisa toda, que afinal
não ia ser fácil aprender canto gregoriano
vejo que a senhora estava me esperando para me agradecer
e eu disse aquelas coisas: imagine agradecer o quê?
Mas na verdade ela queria conversar e perguntou se eu tinha
algum tempo que ela queria falar comigo. Eu disse que sim,
e ali mesmo começou a tal mudança da minha
vida, predita há minutos pelo bispo, articulada por
Deus e com certeza Nossa Senhora, no caso Nossa Senhora
do Paraíso. Começou a se revelar naquele dia
dois dos meus ministérios (àquela altura eu
nem sabia o que era isso) de intercessão e de libertação.
Sentamos então num banco-interessante que só
havia nós duas na igreja e a senhora começou
a me contar uma história tenebrosa. A esta altura
parecia que eu comecei a viver num outro mundo, esqueci
completamente os meus problemas e como eu sou atriz, me
vi num filme. Mas vejamos a história: sua filha estava
sendo escravizada por um homem procurado pela policia e
a moça-bonita, mas segundo ela atualmente acabada,
só podia encontrá-la na igreja que era onde
o pessoal que a vigiava não desconfiava. Naquele
dia era não fora, e por isso ela estava ali.
Estarrecida continuei ouvindo-o rapaz havia se apresentado
bem vestido, sedutor e sua filha que já havia sido
casada e tinha um filho-um garoto do primeiro casamento,
ficou apaixonada. Só para terminar o rapaz começou
a se revelar um bandido e já tinha conseguido tirar
uma casa deles, e mantinha a moça morando com ele
em pensões baratas, sempre fugindo e a torturava-apagava
o cigarro nas pernas dela. E fazia toda espécie de
ameaças. O filho, ela não podia levar para
vê-la nesses encontros na igreja, porque eles eram
tão ligados que ele temia o pior: ela não
ia querer mais largá-lo e então ela temia
as represálias do rapaz.
Ficamos ali cerca de meia hora ou mais, não me lembro
porque de fato parece que entrei num outro tempo. Quando
ela decidiu ir embora, porque constatou que a filha não
viria mais, nós saímos da igreja, mas combinei
com ela que no próximo encontro eu estaria lá.
Combinamos o dia e a hora e eu disse ainda que ia articular
um encontro com um advogado amigo para ajudar a resolver
a questão. Fomos juntas pela rua e me despedi dela
na entrada do metrô Paraíso e me lembro que
a ultima coisa que ela me disse foi: eu meu marido estamos
com medo de perder a nossa casa. Eu disse: vocês precisam
sair de São Paulo.
Servos
inúteis
Na semana seguinte, no dia marcado, eu fui à igreja
e já tinha uma boa noticia para elas: um encontro
na minha casa com o advogado. Encontrei-me, no entanto com
uma moça que vagamente lembrava aquela bela jovem
da foto. Ela estava com uma roupa, uma malha rala, pálida,
mas me lembro que havia uma esperança nos seus olhos
e uma vontade de sair daquela que me impressionou. E o dia
era gélido e eu fiquei envergonhada de estar tão
bem vestida.
Alguns dias depois elas foram à minha casa-não
me lembro se ela foi ou se a mãe com outra pessoa
para um encontro que articulei com este amigo advogado que
combinou com elas um encontro na igreja São Judas
Tadeu no domingo subseqüente, onde ele atendia de graça.
Agora vejam este rapaz, amigo de uma amiga freqüentava
minha casa e eu não sabia nada disso, siquer que
ele era católico e etc.
Enfim, as coisas foram feitas eu continuei a minha vida,
e comecei a freqüentar as missas da Nossa Senhora do
Paraíso, ia ao Coro, mas não abria a boca
porque não sou louca de cantar em línguas
que não conheço ainda que ame as duas: grego
e árabe ia a sacristia depois da missa tomar café
árabe com o pessoal, enfim enturmei com a comunidade
árabe de São Paulo radicada no Paraíso.
Um dia, perguntei ao meu amigo o que havia acontecido com
a moça e a senhora. Ele me disse: “Ah. Eu as
tirei de São Paulo”. Nem preciso dizer que
fiquei contentíssima.
E novamente sem saber nada sobre esta expressão muito
usada pelos carismáticos-hoje sou um deles - “servos
inúteis” eu pratiquei isso, porque na verdade
as coisas são assim: você faz uma coisa pelo
outro e não precisa nem receber um agradecimento
porque na verdade fizemos apenas o que devia ser feito.
Na seqüência a mudança da minha vida continuou,
conforme o bispo havia predito e eu nem tinha começado
a cantar gregoriano-até hoje não canto, mas
um dia, vou cantar com certeza, nem que seja no paraíso.
Meu filho foi morar em Campinas com o pai e eu fiquei sozinha
em São Paulo. Mas não sozinha apenas, coisa
que até gosto e preciso, porque escrevo e preciso
de silencio, me sentia completamente abandonada, não
queria mais nada da vida, e isso tudo no auge da minha carreira
jornalística, fazendo matérias de capa como
free lancer, coisa que não é muito comum.
Já naquela época eu escrevia em casa e só
ia a redação levar as matérias-e naquele
tempo não havia computadores ainda. Escrevia várias
peças e vivia com poucos amigos, já numa semi-reclusão.
Era apenas o começo das dores conforme vocês
vão ver depois. Meus filhos, no começo vinham
para São Paulo aos fins de semana ou então
eu ia para Campinas, mas na seqüência as visitas
foram rareando – o pai casou novamente... Eles queriam
voltar a morar comigo, mas não queriam voltar para
São Paulo. Queriam que eu voltasse para Campinas
e eu não podia, porque nessa minha cidade natal eu
não conseguia emprego-ainda não consigo.
Parecia um pesadelo, um complô, eu não tinha
amigos a quem recorrer sendo que na verdade sempre fui essa
pessoa que ajudava, articulava para amigos e inclusive gente,
que como vocês perceberam, eu nem conhecia. Enfim
era uma coisa realmente terrível, eu querendo ficar
com eles, eles querendo ficar comigo e alguma coisa impedindo.
Como as coisas estavam neste pé, resolvi sair de
São Paulo e pensei no Rio onde tenho uma amiga alemã,
que estudou comigo no Colégio Coração
de Jesus, no colegial e para quem fui uma espécie
de irmã, enfim ela passava férias em casa
- digamos que eu fui a família dela em Campinas enquanto
ela fez o colegial.
Articuladas
pelo Alto
Mas as coisas continuavam sendo articuladas pelo Alto, como
eu falo brincando, porque a esta altura eu freqüentava
a igreja do Paraíso onde havia (ele ainda está
lá) um padre carismático, para falar a verdade
o primeiro que rezou por mim em línguas - outra coisa
que eu siquer suspeitava que existisse e até disse
sorrindo: “foi a libertação mais rápida
que eu vi na minha vida. E ainda: “não vai
fazer uma matéria sobre isso porque eu já
não venço atender as pessoas que vem me procurar...
Imagine se sair no jornal.”
Eu disse que não ia escrever sobre isso, porque minha
área era arte e cultura e nem imaginava quem poderia
publicar sobre aquilo Agora eu posso falar quem ele é:
padre Joaquim, que ficou sendo meu orientador espiritual,
me recomendou comprar uma Bíblia que eu comecei a
ler, e me indicava grupos de oração, encontros,
etc. Bem, esta introdução é para dizer
que quando eu disse que estava pensando em ir para o Rio
ele me disse que na Igreja Nossa Senhora de Copacabana havia
um grupo de oração muito bom.
Bom, vocês imaginam agora a minha surpresa quando
esta amiga, que não me ligava há anos, com
quem eu trocava só cartões de Natal- numa
certa época trocamos correspondência intensa,
mas àquela altura minha vida era tão intensa,
que eu não me correspondia com mais ninguém-
me localizou através da minha família em Campinas
e me ligou em São Paulo, alguns dias depois dizendo
que estava com vontade de vir passar uns dias lá.
Eu disse: Vem lógico, mas você não vai
acreditar-eu estou com vontade de ir passar uns tempos no
Rio, mudar de ares, trabalhar aí, talvez. Ela então
falou: então vem você, eu vou entrar em férias
logo mais. Minha mãe tem uma casa na região
dos Lagos, a gente pode passar uns tempos lá.
Pois a conclusão é que alguns dias depois
eu estava indo para o Rio com algumas malas, livros, a Bíblia
naturalmente e lá além da praia, e busca de
trabalho, eu ia a missas em várias igrejas, aliás,
naquelas maravilhosas igrejas do Rio. E comecei a freqüentar
o Grupo de Oração da igreja Nossa Senhora
de Copacabana, já que a minha amiga mora neste bairro.
Isso aconteceu no verão de 1986, e no começo
foi ótimo, eu me refiz do cansaço - há
anos eu não tinha férias, enfim andava pelo
Rio, revia monumentos e lugares, conhecia gente nova e ainda
fiz algumas matérias para as revistas Fatos e Fotos
e Ele e Ela da Editora Bloch, alem de outros trabalhos para
uma Editora de Arte. Mas, já comecei a minha vida
de semi-reclusão - saía lógico, ia
à praia, escrevia matérias, mas ia não
saía à noite com raras exceções
e lia muito a Bíblia.
A
ação te transformará
No Rio tive uma experiência impressionante: conheci
um garoto negro, que vivia nas ruas de Copacabana como,
aliás, muitos. Ele andava com um bando de homens
mais velhos que ele, mas também jovens que viviam
completamente bêbados e naturalmente pedindo esmolas
para comer e principalmente para beber. Ele tinha uma ferida
na perna devido provavelmente à bebida, e por isso
estava sempre com uma atadura. A primeira vez que o vi eu
voltava da feira perto da casa da minha amiga onde eu estava
hospedada e ele me pediu dinheiro, comida não me
lembro. Lembro-me de ter oferecido frutas que era a única
coisa que eu tinha e disse que em seguida voltaria com alguma
coisa. Ele disse que ficaria esperando. Acontece que quando
subi para o apartamento tive uma crise de choro que durou
mais de meia hora e eu não conseguia sair.
Quando finalmente consegui descer ele não estava
mais lá e eu então comecei a procurá-lo:
andei quadras, fui ao calçadão, fiquei sentada
num banco de frente para o mar e continuava chorando e logicamente
tentando disfarçar, e até que desisti da busca
e voltei para o apartamento, mas de certa forma transformada,
e como se purificada, não sei explicar.
Alguns dias depois andando novamente na calçada de
uma das ruas paralelas a Avenida Atlântica, de repente
vi o garoto na minha frente. Fiquei feliz como se tivesse
encontrado meu melhor amigo ou amiga e o convidei para tomar
um café. E entramos no primeiro bar que tinha café-nada
de cafés paulistanos chiques, um mero café
carioca. Mas ele ficou tão feliz que parecia que
estávamos num restaurante cinco estrelas, porque
afinal ele estava na sarjeta, camaradas e alguém
o convidou para tomar café. E graças a Deus
estávamos no Rio-porque ele estava com um short horrível
e eu estava normal, bem vestida. Mas enfim estava no Rio
e aí tudo pode: as pessoas me olharam vagamente,
mas não deram a mínima. Se fosse em São
Paulo... Enfim a coisa era realmente inusitada.
Só para resumir, fiquei amiga do garoto, e levava
comida para ele, e dava dinheiro também, enfim ajudava,
e até que um dia eu voltando de algum lugar passei
por ele, aliás, pelo bando e ele estava todo inchado,
o rosto completamente desfigurado. Ou seja, havia caído
mais ainda-e lógico deduzi que havia levado uma surra
de um daqueles do bando. Fiquei abaladissima e decidi fazer
alguma coisa drástica, ainda que já o tivesse
levado a um hospital certa vez para um curativo na sua perna
que tinha uma ferida que não fechava, entre outras
coisas. Mas ele me havia dado um telefone-segundo me disse,
da sua prima, para o qual eu nunca havia ligado-francamente
não acreditei.
Mas naquele momento fiquei tão completamente desesperada
para ajudá-lo que disse mentalmente: Jesus, o que
eu faço?E então ouvi uma voz interior nítida,
clara, calma dizer: “Telefona para a prima dele”.
Eu não pensei duas vezes - peguei o primeiro telefone
público que havia ali e liguei-o numero sempre ficava
na minha carteira. Fiquei abismada quando a pessoa do lado
de la confirmou ter mesmo um primo que segundo ela soubera
estava vivendo nas calçadas de Copacabana. Bem, resumindo
a história, dei o endereço para ela do apartamento
da minha amiga, e comecei a difícil jornada de levá-lo
até la e eram cerca de seis quadras.
Ele era super magro, mas muito alto e fora isso estava debilitado,
provavelmente bêbado e havia sido surrado - ou seja,
estava no fim dos fins. Daí que eu ajudei a se levantar
e ele colocou seus braços nos meus ombros e começamos
a tentar andar. Vi que não ia conseguir e pedi ajuda
para um rapaz que passava lembro que ele estava bem vestido
com uma roupa caqui, estilo safári. E ele veio, e
nós dois carregamos o rapaz-chamava-se Marcelo, não
sei se ainda vive, espero que sim-como se fosse uma cruz.
Depois, lógico pensando na coisa toda, me veio esta
idéia ele foi a minha cruz naquele momento e eu fiz
uma espécie de caminho do calvário e ainda
tive um Cirineu para me ajudar. E só para completar
era uma quinta feira santa.
Finalmente chegamos ao prédio e ele ficou embaixo.
Eu subi para ligar e avisar que já havíamos
chegado. E quando voltei para tomar o elevador e descer
para esperar com ele, estava tão nervosa, que tive
que fazer alguns exercícios respiratórios
rezei, pedi que Deus me desse coragem. E então ouvi
novamente aquela voz: “Aja, a ação te
transformará”. Criei então coragem e
desci. O garoto estava igualmente tenso e eu nem imaginava
por que-pensei, acho que é a emoção
de ver novamente a família, mas estava pensando em
termos de uma família normal, sei la, nem imaginaria
o que viria na seqüência.
Depois de meia hora chegaram finalmente-de carro, caríssimos,
e desceu a mãe, uma negra bonita, arrogante que já
chegou arrasando o garoto-sim porque apesar de ele ter seus
17, 18 anos, tinha idade mental de 15, fiquei sabendo depois
dada a vida sofrida e sabe-se mais o que. Eu não
acreditei e me vi eu, dando uma bronca na mulher-afinal
ela sabia que seu filho estava na rua, jogado na sarjeta
e não estava tomando providencias. E o menino chorando
dizia que com ela ele não ia morar. Eu fiquei tão
abalada com a situação que providenciei alguma
coisa - argumentei que ele não podia continuar vivendo
na rua, sendo que tinha uma família e a prima disse
que ele poderia ficar na sua casa. Prometi ir visitá-lo
e ele foi. Parecia que agora era eu quem tinha levado a
surra - estava quebrada, porque sem saber, na verdade tinha
lutado com forças negativas, só para usar
um eufemismo leve.
Fui visitá-lo como prometera e aí sim, foi
a subida do calvário porque fui la no morro não
sei das quantas e era um dia de calor carioca e finalmente
eu cheguei e vi para minha surpresa que a família
era bem sucedida: tinha uma fabrica de objetos de prata.O
fato é que eles tinham uma boa casa, e a oficina
ao lado.E soube então a causa do garoto estar na
sarjeta-a mãe o rejeitava e o pai se drogava.E também
que ele havia sido uma pessoa bem sucedida, se vestia super
bem, tinha um bom emprego e de repente, tudo foi por água
abaixo.Entendi então a classe do menino na sarjeta.
O encontro marcado pela
Virgem no Shopping
Três meses depois, voltei para São Paulo e
não me encontrava mais lá. Resolvi passar
uns dias em Campinas, na casa de um dos meus irmãos
para pensar na vida, ver o que faria. Mas isso não
foi de uma hora para outra: fiquei semanas com Campinas
na cabeça e isso é bem natural já que
meus filhos moravam aqui e eu estava sendo morrendo de saudades
deles. Mas não era só isso como vou explicar
na seqüência. Na verdade era um encontro (marcado
pela Virgem) com o compositor de musica erudita contemporânea
José Antonio de Almeida Prado (na época professor
de composição na Unicamp, atualmente aposentado,
morando em São Paulo) no Shopping Iguatemi de Campinas,
em 1989.
Só para esclarecer, eu conhecia o Almeida Prado há
muito tempo, mas me encontrava pouco com ele, em algum concerto
ou vernissage, já que eu morava em São Paulo
e ele em Campinas e também ele viajava muito para
o exterior. Quando fui editora do Jornal de Hoje (atualmente
extinto) eu o entrevistei, e fora isso tínhamos uma
amiga comum: a Hilda Hilst (poeta, ficcionista e dramaturga)
sua prima, falecida recentemente, e sobre quem estou escrevendo
um livro. Assim, quando nos encontrávamos trocávamos
três ou quatro frases e um perguntava para o outro:
tem visto a Hilda?
Pois então eis que chego em Campinas numa noite e
no dia seguinte me vem uma frase na cabeça que hoje
eu sei que se chama “moção” do
Espírito Santo: “vá ao Shopping”.Como
o Iguatemi de São Paulo era um dos meus points prediletos
para espairecer da selva de pedra, pensei vou ao Shopping
e aproveito ver uma amiga, dona de um restaurante árabe.
Só que quando vou visitar alguém eu aviso
antes, mas naquele dia não combinei nada, não
liguei avisando que ia, apenas segui instruções
de uma voz que me dizia para ir ao Shopping. Eu fui em plena
manhã (em geral ia à tarde ou à noite).
Subi ao terceiro piso para tomar um café e eis que
encontro o diretor do jornal O Correio Popular (da época,
não me lembro seu nome) e na seqüência
o Almeida Prado. Não sabia que ele morava ali perto
e que o Shopping era também um dos seus pontos prediletos.
Ali, de pé no saguão ele me disse à
queima roupa: “Fui a Medjugorje e tive uma experiência
maravilhosa de conversão”.

Sinceramente eu sabia de Medjugorje o que qualquer pessoa
que lê jornais sabia: que a Virgem estava aparecendo
lá. Mas a coisa foi tão chocante porque ele
estava eufórico, já vivendo uma experiência
de mergulho em Deus e eu, estava passando por uma crise,
mas tudo calmo, sem drama. Fiquei paralisada e disse: quero
te entrevistar, o que, aliás, é uma reação
normal de um jornalista frente a uma matéria interessante.
Na época eu fazia free lances para vários
jornais e revistas de São Paulo. Trocamos telefones
como se faz normalmente e antes de nos despedirmos ele me
disse: “Jesus está me dizendo que você
vai ser apóstola d’ Ele”.
Achei tudo estranho, chocante. Nem preciso dizer que a essa
altura não sabia nada sobre moções,
locuções interiores, e muito menos que o Almeida
Prado tinha locuções. E muito menos sabia
que aquele encontro tinha sido decisivo na minha vida e
ali para frente nada seria como antes Um mês depois
consegui entrevistá-lo. A matéria foi publicada
na revista Artes de São Paulo, bem depois disso.
Mas na seqüência comecei a ir à missa
com ele e freqüentar grupos de oração,
enfim comecei a conviver com pessoas espiritualizadas e
Medjugorje era um dos assuntos preferidos do grupo com quem
convivia, sendo que muitos tinham ido para lá.
Foi quando o Almeida Prado me emprestou o livro Je Vois
La Vierge, que trouxera da Europa. Quando comecei a ler
fui inspirada (na verdade tive uma moção,
que é um forte impulso interior para fazer determinada
coisa) e simplesmente sentei e comecei a trabalhar. E aí
começou a minha experiência com a Virgem: eu
sentia a sua presença, a ponto de muitas vezes escrever
sorrindo. Sentia o perfume de rosas (e não havia
rosas por perto) e ainda uma leve brisa que surgia não
sei de onde.
Como
rezar o rosário
Alguns meses depois, o Almeida Prado foi para Nova York,
e pediu para eu ficar no seu apartamento até sua
volta. Fiquei porque alguma coisa me compelia a isso: hoje
eu vejo que não estava mais no tempo normal, mas,
como dizem os filósofos, ou seriam os teólogos,
em Kairós-o tempo de Deus e foi lá (tinha
que ser lá) no apartamento do Almeida Prado que me
aconteceram alguns fatos que narro na seqüência.
Logo que cheguei dei uma olhada nos livros (lógico,
eu leio o dia inteiro e ele tinha livros maravilhosos) e
quando sentei para escrever era meia noite. Acontece que
minha mão foi conduzida para a ultima prateleira
da estante que ficava ao lado da mesa, de forma que eu não
via os títulos dos livros e ela pegou um livrinho
intitulado: Como rezar o rosário.
Simplesmente peguei o terço que estava em cima da
mesa e comecei a rezar. Ainda a esta altura, estava preocupada
com as aparências e as repercussões de atitudes
a ponto de ter pensado: o que meus amigos jornalistas vão
pensar se me virem rezando o terço. Hoje eu digo:
rezem o terço, aliás, não um, mas quatro
que é o atual rosário.
Enfim prossegui na tradução do livro, mas
sem hábitos de oração como os que têm
hoje (fui adquirindo ao longo desses doze anos) daí
ter sido tentada literalmente tentada pelo inimigo de Deus
a parar várias vezes. Havia momentos em que ficava
irritadíssima e não conseguia continuar. Quando
o Almeida Prado voltou, a tradução do livro
já era a coisa mais importante da minha vida, e como
não ia voltar para São Paulo fui para Mogi
Mirim onde minha mãe estava morando na época:
lá terminei a tradução e articulei
a publicação.
Mas não pensem que tudo isso, este período
foi um mar de rosas. Não mesmo, afinal eu estava
parando uma carreira de sucesso no jornalismo. Na verdade
eram espinhos com perfume de rosas-(que, aliás, é
o normal quando se trata de trabalhar para a Virgem, como
depois fiquei sabendo) principalmente porque minha família
não entendia nada do que se passava e eu também,
diga-se. Achava tudo absurdo, pensava que logo as coisas
voltariam ao normal, eu voltaria a trabalhar em algum jornal
ou revista e tudo terminaria bem.
Eu
ia ver a Virgem
E assim eu ia aos trancos e barrancos. Quando cheguei em
Mogi Mirim parei de ir à missa e também não
rezava. Mas a Virgem continuava vigiando e quando eu estava
no capitulo intitulado Santa Cruz fui compelida (outra moção
do Espírito Santo) a sair de casa e procurar uma
igreja. Eu morava num bairro chamado Santa Cruz, mas dada
a conjuntura toda e meu estado de perturbação,
não conseguia acreditar no que me estava acontecendo,
como eu tinha ido parar em Mogi Mirim, esqueci completamente
este fato.
E quando saí para a rua perguntei a um garoto onde
havia uma igreja (eu sabia, lógico onde ficava a
matriz), mas eu queria uma perto dali, e ele me indicou
a mais próxima: a Igreja de Santa Cruz. Quando entrei
na igreja, perto das 18 h, havia um grupo de pessoas rezando
o terço. Rezei junto, em seguida assisti a missa
e daí para frente continuei a ir a missa todos os
dias.
Quando terminei a tradução do livro tive uma
intuição (moção) que iria a
Medjugorje e veria a Virgem. Realmente tive um sonho confirmando
isso, dias depois: eu estava em Medjugorje e via a silhueta
da Virgem no céu e mais duas visões: o Sagrado
Coração de Jesus e um círculo luminoso
com uma criança linda dando um passo para dentro
dele. E houve uma mensagem explícita (chamada locução
interior, que é uma voz que vem de dentro da gente):
“Vai ao grupo de oração da Igreja São
José”. Vejam que estranho, apesar de eu ter
ido várias vezes, rezar no Santíssimo da Matriz
de São José, não me ocorrera perguntar
se havia grupos de oração na cidade.
E foi assim que finalmente cheguei ao Grupo de Oração
Sagrada Família, onde encontrei pessoas maravilhosas
que me ajudaram muito neste processo de conversão.
Foi lá que na seqüência comecei a trabalhar
como intercessora, que é um dos meus dons, ou carismas.
Intercessor é quem reza pelos outros. Maria Santíssima
é a grande intercessora da humanidade, é chamada
mesmo a Onipotência Suplicante.

O
livro sai
milagrosamente
Terminada a tradução, restava agora articular
a publicação, coisa, aliás, dificílima.
Para agravar a situação estávamos em
plena era Collor com tudo parado depois da tal investida
dele nas nossas contas particulares. Ou seja, a época
não podia ser pior. Acostumada a articular minhas
matérias, fui bem objetiva: liguei para duas editoras
católicas: a Ave Maria em São Paulo, e a Louva
Deus, no Rio de Janeiro e finalmente seguindo instruções
do Monsenhor Nardim que era pároco da Matriz São
José na época, para a Loyola, que segundo
ele, era a editora que mais publicava sobre Medjugorje.
As duas primeiras não se interessaram, mas o editor
da Loyola, Roberto Girola pediu para ver os originais. Levei
o material para São Paulo e cerca de um mês
depois recebia uma carta onde eles me comunicavam que o
livro havia sido escolhido para ser publicado. Foi assim
que ele saiu milagrosamente em 1990. Digo isso porque para
quem não sabe conseguir publicar um livro no Brasil,
sem bancar a edição é bem difícil.
Fiz um lançamento em Campinas (era preciso divulgar
o livro) com um concerto do Almeida Prado onde ele tocou
músicas compostas depois da sua experiência
com a Virgem: O Rosário de Medjugorje e Flashes de
Jerusalém, com ajuda de vários amigos inclusive
de pessoas do Grupo de Oração da Igreja Santa
Rita de Cássia.
Eu Vejo a Virgem é um dos mais importantes documentos
de Medjugorje justamente por tratar das trinta primeiras
aparições-aliás, é o primeiro
livro sobre aquelas aparições. Depois de anos,
falando no telefone com o Reinaldo, um dos criadores da
Instituição chamada Servos da Rainha que se
dedica a divulgar Medjugorje, baseada em Brasília
me disse: “Eu adoro este livro. Ele é minha
referencia para tudo que escrevo sobre Medjugorje”.
E recentemente relendo O Encontro Marcado em Medjugorje,
vejo o seguinte de depoimento na página 83: Lise
Leclerc juntamente com um grupo de italianos conversa com
o padre Tomislau Vlasic, O.F.M. franciscano e pergunta sobre
os livros mais importantes, enfim o que deve ler sobre as
aparições de Medjugorje. Ele diz: “Vão
ficar três livros: Laurentin para as informações
(só para esclarecer, o padre René Laurentin
escreveu vários livros sobre as aparições
de Medjugorje e é um dos mais famosos mariólogos
do mundo), Vicka/ Bubalo (Eu Vejo a Virgem), Loyola, 1990,
(São Paulo) para os pormenores das primeiras aparições
e Bonifácio/ Brughera para a espiritualidade (eles
são os editores de Aprite I Vostri Cuori a Maria
Regina Della Pacce. Entretenimentos Espirituais, de Tomislau
Vlasic, O.F.M. e de Slavko Barbaric, O.F.M., Milão,
1985)”.
Então é isso: Eu Vejo a Virgem, é um
dos mais importantes livros sobre as aparições
de Medjugorje: é uma entrevista do frei croata franciscano
Yanko Bubalo, já falecida e àquela altura
com 60 anos, com a Vicka Ivankovic, àquela altura
com 24 anos, e um dos cinco videntes que vêm a Virgem
há vinte e um anos naquele vilarejo da ex-Iugoslávia,
e que narra as trinta primeiras aparições
de Nossa Senhora naquele local, considerado pelos especialistas
um dos três mais importantes livros sobre aquele evento,
e todas as implicações que este fato teve
na minha vida. Está esgotado e eu pretendo fazer
uma segunda edição.
Começo
ou continuação
do sofrimento
Na seqüência da publicação fiz
uma assessoria de imprensa, divulguei o livro, então
saíram várias matérias sobre, mas a
duras penas porque os jornalistas, alguns meus amigos, de
certa forma debochavam do tema, riam e eu me sentia muito
desamparada. Comecei a sentir muita rejeição,
já era o mundo se revelando, as trevas, digamos contra
a luz. Ao longo dos anos continuei como intercessora de
vários grupos e oração em Mogi Mirim,
fiz mestrado na Unicamp em Campinas, e comecei a sofrer
com a doença do meu filho mais velho, inteligentíssimo,
maravilhoso, mas que estava esquizofrênico. Isso lógico
foi se revelando ao longo de vários anos e como ele
não morava comigo, eu não sabia o que acontecia
Mas como a intuição de mãe é
mais forte e o poder da oração maior ainda,
ele foi morar comigo em Mogi Mirim em 1991. Demorei para
captar, mas como tinha muita afinidade com ele e o compreendia
melhor que ninguém na família, sentia que
uma sensação muito ruim de que alguma coisa
ia acontecer.
Como a doença é cíclica e progressiva
eu peregrinei com ele por dezenas de médicos e a
partir de um momento ele começou a ser internado
em clínicas psiquiátricas, com muito sofrimento
da minha parte porque além dessa dor eu tinha que
suportar a falta de entendimento das pessoas que me rodeavam.
Em 1996 meu filho cometeu suicídio e eu graças
a Deus sobrevivi do golpe por que tinha o respaldo de uma
comunidade que rezava e jejuava por mim, e por toda a minha
família. Mas graças a este golpe mortal eu
tive uma experiência de Deus maravilhosa: tive a percepção
da eternidade. Até então eu achava que a vida
era eterna, depois da morte do Max eu senti que a vida é
eterna. Assim, ao longo deste texto, vou contar histórias
de conversões surpreendentes, milagres e prodígios
e como o Brasil está envolvido nessas aparições,
porque são cada vez mais numerosas entre nós
nos últimos anos, enfim seu significado mais profundo
para a humanidade.