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__________________ Por
que a Virgem Maria __________________ Manifestações
da __________________
Maria,
a Bem Aventurada “Os
meus olhos”. Virgindade
perene de Maria Tratado
da Verdadeira __________________
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Oitavo Capitulo
Ana Lúcia Vasconcelos Na segunda
parte do livro, o autor inspirado, estuda a natureza da devoção
à Santíssima Virgem Maria, abordando no artigo primeiro,
o que é necessário a uma verdadeira devoção:
l. unir-nos a Jesus Cristo, nosso último fim; 2. entrega total
de nós mesmos por amor. No artigo segundo São Luis Maria,
fala da necessidade de uma verdadeira devoção à
Virgem, dada a fraqueza humana, e onde ela nos deve levar: 1. a nos
despojarmos e nós mesmos; 2. a aceitar a mediação
de Maria junto de Jesus Cristo, e 3. fazer perseverar na graça
divina. Efeitos
da entrega total No artigo
quarto São Luis estuda os efeitos da entrega total à
Maria que são excelentes, segundo ele e levam a: 1. conhecimento
e desprezo de si próprio, 2. participação na
fé de Maria, 3. libertação do temor servil e
dos escrúpulos, 4. grande confiança em Deus e Maria,
5. comunicação da alma e do espírito de Maria,
6. transformação das almas em Maria , à imagem
de Jesus Cristo, e 7. a maior glória de Jesus Cristo.
“A
verdadeira devoção deve unir-nos a Jesus Cristo, nosso
último fim”, escreve São Luis Maria de Montfort,
para em seguida enumerar algumas verdades onde ele se apóia
para embasar suas proposições. A primeira verdade, ele
lembra, é que Jesus Cristo é nosso último fim.
”Jesus Cristo, nosso Salvador deve ser o fim último de
todas as nossas devoções, de outro modo seriam falsas
e enganadoras. Jesus é o Alfa e o Ômega, o principio
e o fim de todas as coisas”. Fundamento E São
Luís continua dizendo que Deus não constituiu outro
fundamento da nossa salvação, perfeição
e glória senão Jesus Cristo. “Todo edifício
que não estiver erguido sobre esta pedra firme, está
construído sobre areia movediça e, mais cedo ou mais
tarde acabará infalivelmente por cair. Todo fiel que não
estiver unido a Jesus, como o sarmento à cepa da vinha, cairá,
secará e só servirá para ser lançado ao
fogo. Fora de Jesus Cristo tudo é extravio, mentira, iniqüidade,
inutilidade, morte e condenação. Mas se estamos n ‘Ele,
e Ele em nós, não há que temer a perdição”. Meio
fácil de O prefaciador
e comentador desta edição do Tratado, dom Lelis Lara,
esclarece que nestes trechos, extraídos da Sagrada Escritura,
São Luis Maria diz expressamente que Jesus é o fim,
e Nossa Senhora apenas o meio para chegar a este fim. Há quem
leve a mal o autor, não mostrar suficientemente esta relação
por todo o livro. Na verdade, à primeira leitura pode-se ter
a impressão de que a subordinação de Nossa Senhora
a Jesus não é bastante realçada.
“Depois
disto”, lamenta-se São Luis, “meu amável
Mestre, não é coisa espantosa e lamentável ver
a ignorância e as trevas de todos os homens deste mundo a respeito
da vossa santa Mãe? Não falo tanto dos idólatras
e pagãos que não Vos conhecem e por isso não
se preocupam em conhecê-la a Ela. Nem falo sequer dos heréticos
e cismáticos, que não cuidam de serem devotos da vossa
santa Mãe, visto estarem separados de Vós e da vossa
Igreja. Falo dos cristãos católicos e mesmo dos doutores
entre os católicos, que não Vos conhecem nem a vossa
santa Mãe, senão duma maneira especulativa, seca estéril
e indiferente, embora façam profissão de ensinar a verdade
aos outros”. Falta
piedade e devoção Continuando
São Luis Maria de Montfort diz que, se ouve por vezes, falar
da devoção à Maria, não para estabelecê-la
e propagá-la, mas para destruir os abusos que dela se fazem
quando na verdade “estes senhores não tem piedade nem
devoção à Maria. Consideram o rosário,
o escapulário, o terço, como devoções
de beatas, próprias para ignorantes e sem as quais nos podemos
salvar. E se lhes cai nas mãos algum devoto da Santíssima
Virgem, que reze o terço ou se entregue a qualquer outra prática
de devoção para com Ela, depressa lhe mudarão
o coração e o pensar. Aconselha-se que reze, em lugar
do terço, os sete salmos.” Verdadeira
devoção deve A segunda
verdade enunciada por São Luis é: “A verdadeira
devoção deve levar-nos à escravidão de
amor, ou seja, à entrega total de nós mesmos por amor”.
No comentário Dom Lelis o esclarece que a idéia da escravidão
de amor tem influenciado a vida e a literatura espirituais durante
muito tempo. Diz ele que era muito vulgar no tempo de São Luis
Maria e servia para exprimir uma dependência total e deliberada
de Deus e de Nossa Senhora, um serviço desinteressado. Porém,
principalmente nos nossos dias, ele completa, começa a crescer
uma oposição contra os termos escravos e escravidão
na vida espiritual. “Essas palavras provém do vocabulário
histórico-social e estão afetados por lembranças
de crueldade e frustração dos direitos humanos mais
elementares. Para a maior parte dos homens estas reminiscências
são tão vivas que lhes é impossível combinar
escravidão com amor.” Consagração
a Jesus
Maria
Imaculada “É por intermédio dela que espero obter de Vós a contrição e o perdão dos meus pecados, a aquisição e conservação da Sabedoria. Eu Vos saúdo, pois, ó Maria Imaculada, tabernáculo vivo da Divindade, onde a eterna Sabedoria escondida quer ser adorada pelos anjos e pelos homens. Eu vos saúdo, ó Rainha do céu e da terra, a cujo império está sujeito tudo o que existe abaixo de Deus. Eu vos saúdo ó Refúgio seguro dos pecadores cuja misericórdia a ninguém jamais faltou. Atendei aos desejos que tenho da divina Sabedoria e recebei, para isso, os votos e ofertas que a minha baixeza Vos apresenta. Eu... pecador infiel, renovo e ratifico hoje nas vossas mãos as promessas do meu batismo: renuncio para sempre a Satanás, às suas pompas e suas obras, e dou-me inteiramente a Jesus Cristo, a Sabedoria encarnada, para o seguir, levando a minha cruz todos os dias da minha vida. E para lhe ser mais fiel do que fui no passado escolho-vos hoje, ó Maria, na presença de toda a corte celeste, por minha mãe e”. Senhora. Entrego-vos e consagro-vos, na qualidade de escravo, o meu corpo e a minha alma, os meus bens interiores e exteriores e o próprio valor das minhas obras passadas, presentes e futuras, deixando-vos pleno e inteiro direito de dispor de mim e de tudo o que me pertence sem exceção alguma segundo o vosso agrado e para maior glória de Deus, no tempo e na eternidade.” Perfeição
em “Recebei,
ó Virgem benigna, esta pequena oferta da minha escravidão
em união e em honra à submissão que a Sabedoria
eterna quis ter à vossa maternidade: em homenagem ao poder
que ambos tendes sobre este verme miserável pecador; em ação
de graças pelos privilégios com que a Santíssima
Trindade vos favoreceu. Protesto que, de hoje em diante desejo como
vosso verdadeiro escravo buscar vossa honra, e obedecer-vos em tudo.
Ó Mãe admirável, apresentai-me ao vosso querido
filho, na qualidade de escravo eterno, a afim de que, tendo-me resgatado
por Vós, por Vós me receba. Ó Mãe de misericórdia,
concedei-me a graça de obter a verdadeira Sabedoria de Deus
e de me colocar, para isso entre o número daqueles que amais,
ensinais, guiais, alimentais e protegeis como vossos filhos e escravos.
Ó Virgem fiel, tornai-me tudo perfeito discípulo, imitador
e escravo da Sabedoria encarnada, Jesus Cristo, vosso Filho: que eu
chegue, por vossa intercessão e a vosso exemplo, à plenitude
da sua idade na Terra”. e”. da sua glória no céu.
Assim seja.” O comentarista esclarece que “a plenitude
da idade de Jesus Cristo“, é uma expressão de
São Paulo ( Ef.4,13) que significa: a perfeição
em Jesus Cristo.
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Jornalista Ana Lucia Vasconcelos Web designer-Edson Souza
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