| Bienal do Livro de Minas 2010
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Terças
Poéticas completa três anos de existência
Lançamento de A Parada e Os Impublicáveis
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A
Dialética da Moda
Mostra de desenhos de
Flavio de Carvalho
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Projeto
Terças Poéticas -
Jose Aloise Bahia
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Centro Poveda
comemorou 50 anos em 2004
promovendo educação e cultura
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Projeto
Terças Poéticas
Jose Aloise Bahia
O projeto de leitura, vivência e memória coletiva de poesia
Terças Poéticas – realização pública
da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, parceria entre o
Suplemento Literário de Minas Gerais e a Fundação
Clóvis Salgado, apoios culturais Rádio Inconfidência
e Rede Minas de Televisão –, inicia a temporada 2008 na
próxima terça-feira, 1º de abril de 2008, às
18h30, nos jardins internos do Palácio das Artes, Belo Horizonte,
MG, entrada franca, com a presença nacional do escritor, pesquisador,
ensaísta, tradutor e poeta paulistano Claudio Daniel, no lançamento
em Minas Gerais do livro Figuras Metálicas (Editora Perspectiva,
São Paulo, SP, 2005) e homenagem ao concreto Haroldo de Campos.
Com a primeira edição de 2008, 83ª desde a estréia
em cinco de julho de 2005, o projeto Terças Poéticas já
apresentou 120 poetas e homenageou 91, além da participação
de mais de 200 artistas e performers.

Um filme AN - José Aloise Bahia - BH - MG –Brasil
– 2008 *
Claudio Daniel
Claudio Daniel, pseudônimo de Claudio Alexandre de Barros Teixeira,
é escritor, poeta, pesquisador, tradutor e ensaísta. Nasceu
em 1962, em São Paulo, SP, Brasil, onde se formou em Jornalismo
pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero.
Atualmente, faz mestrado em Literatura Portuguesa na Universidade de
São Paulo (USP). Publicou os livros de poesia Sutra (edição
do autor, 1992), Yumê (Ciência do Acidente, 1999), A sombra
do leopardo (Azougue Editorial, 2001, vencedor do prêmio Redescoberta
da Literatura Brasileira, oferecido pela revista CULT) e Figuras Metálicas
(Perspectiva, 2005), e o de contos Romanceiro de Dona Virgo (Lamparina,
2004).
Traduziu poemas do cubano José Kozer, dos uruguaios Eduardo Milán
e Victor Sosa, do argentino Reynaldo Jiménez, do dominicano León
Felix Batista e outros autores, incluídos na antologia Jardim
de Camaleões, A Poesia Neobarroca na América Latina (Iluminuras,
2004). Publicou também a antologia Na Virada do Século,
Poesia de Invenção no Brasil (Landy, 2002), em co-autoria
com Frederico Barbosa, e Ovi-Sungo, Treze Poetas de Angola (2007), entre
outros livros. Em 2006, o livro Figuras Metálicas foi indicado
para concorrer ao prêmio Portugal Telecom. Em 2007, foi selecionado
para o Programa Rumos Literatura, promovido pelo Itaú Cultural,
e recebeu a bolsa de criação literária oferecida
pela Funarte. Organizou os eventos literários internacionais
Galáxia Barroca e Kantoluanda, em 2006, e foi um dos curadores
do Tordesilhas, Festival Ibero-Americano de Poesia Contemporânea,
em 2007. É editor da revista eletrônica de poesia e debates
Zunái
), conselheiro
editorial das revistas Coyote e Et Cetera e mantém o blog Cantar
a Pele de Lontra
Haroldo
de Campos
Haroldo Eurico Browne de Campos nasceu em São Paulo, SP, em 19
de agosto de 1929, onde estudou no Colégio São Bento,
aprendendo os primeiros idiomas estrangeiros, latim, inglês, espanhol
e francês. Ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de
São Paulo, na década de 1940, lançando seu primeiro
livro em 1949, O Auto do Possesso quando, ao lado de Décio Pignatari,
participava do Clube de Poesia. Em 1952, Décio, Haroldo e seu
irmão Augusto de Campos rompem com o Clube, por divergirem quanto
ao conservadorismo predominante entre os poetas, conhecidos como "Geração
45". Fundam o grupo Noigandres, passando a publicar poemas na revista
do grupo, de mesmo título.
Nos anos seguintes defendeu as teses que levariam os três a inaugurar
em 1956 o movimento concretista na literatura brasileira, ao qual manteve-se
fiel até o ano de 1963, quando inaugura um trajeto particular,
centrando-se suas atenções no projeto do livro-poema "Galáxias".
Doutorou-se pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
da USP, sob orientação de Antonio Candido, tendo sido
professor da PUC-SP, e na Universidade do Texas, em Austin. Dirigiu
até o final de sua vida a coleção Signos da Editora
Perspectiva. "Transcriou" em português poemas de autores
como Homero, Dante, Mallarmé, Goethe, Mayakovski, além
de textos bíblicos, como o Gênesis e o Eclesiastes. Publicou,
ainda, numerosos ensaios de teoria literária, entre eles A Arte
no Horizonte do Provável (1969). Haroldo de Campos morreu em
São Paulo em 16 de agosto de 2003, publicando antes, a sua transcriação
em português da Ilíada, de Homero.
O projeto Terças Poéticas receberá em abril de
2008, dia oito: a poeta Odete Costa Semedo, e homenagem a Florbela Espanca;
dia 15: poeta Thelmo Lins, e homenagem a Cecília Meireles; dia
22: poeta Ênio, e homenagem a Augusto dos Anjos; e dia 29: poeta
Bruna Piantino, e homenagem a Gertrude Stein.
* O título "Um filme AN" é o nome da poesia
visual que fiz. Observe as imagens... Pedaço da capa de Galáxias
(Haroldo de Campos), pedaço da imagem de Jardim de Camaleões
(antologia que o Claudio Daniel organizou), mais outras duas imagens:
o olho e o título de um livro... Chamei esse poema visual de
"Um filme AN”...
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