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Visita
a paróquia de Cristo Rei Ana Lúcia Vasconcelos
No dia 18 de junho de 2008, quarta feira, Dom Bruno visitou a Paróquia
de Cristo Rei e concelebrou a missa com os padres, dom Mauro de Souza
Fernandes, OSB da Igreja São Paulo Apóstolo, padre Pedro
Piacente da Paróquia Nossa Senhora das Graças, padre Paschoal
Brasilino Canoas da Igreja Nossa Senhora de Lourdes, cônego Luiz
Carlos da Fonseca Magalhães, pároco da igreja de Cristo
Rei e padre Fernando Garavaglia, CMF da Paróquia Nossa Senhora
do Rosário para tratar do Ministério Caridade. As leituras
foram Leitura (2 Reis,2,1-6-14; Salmo(31/30) e Evangelho( Mateus 6, 1-6.16-18).
Dom Bruno iniciou a homilia dizendo que a palavra confirmava o tema que
seria tratado naquele dia: a caridade. “Que tua mão esquerda
não saiba o que fez a mão direita”, Jesus diz no evangelho.
E ainda lembra os três monumentos erguidos para o Centenário
da Arquidiocese-Fé, Esperança e Caridade. A fé ele
diz está ligada ao jejum que é também citado no referido
Evangelho de Mateus: ‘Quando jejuares não fiqueis com o rosto
triste, mas perfuma a cabeça e lava o rosto para que os homens
não vejam, mas somente o Pai que está nos céus e
que vê o que está oculto.’ E porque não só
de pão vive o homem mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.É
esta palavra ele diz que suscita a fé,anuncia a caridade.Falando
do jejum esclarece que este significa transformar a comida com a qual
nos alimentaríamos para dar aos pobres. “Jejum não
é fazer economia. O fruto do jejum se transforma em caridade. Por
isso a fé está ligada a palavra de Deus.” A caridade
é símbolo da esperança e cita o Salmo 69: ‘Me
agarro em Deus, Jacó se agarrou em Deus. ’ E hoje Jesus fala
da oração – como devemos rezar, fala da nossa oração
pessoal. Ministério da Caridade Foco: O testemunho de serviço à vida humana, seus direitos, suas necessidades, e realização com atenção preferencial aos mais pobres e necessitados.
• Está boa, mas pode melhorar. Procuramos prestar vários serviços de maneira que estejamos unidos e participativos. • A convivência se restringe aos domingos, aos chamados “paroquianos de final de semana”. • A nossa comunidade é pequena, porém o pessoal apesar da idade participa. Nota-se que tem um trabalho de conjunto nas várias pastorais. • Os Vicentinos declaram que a vivência da comunhão fraterna é pouco sentida. • A vivência da Fraternidade na Paróquia está em evolução. Constata-se uma vivência da solidariedade e da fraternidade bem desenvolvidas, graças aos projetos sociais voltados para fora. Recursos humanos e materiais são partilhados com as necessidades do bairro, das creches nas periferias e, algumas vezes, campanhas em parceria com Comissões de Pastoral da Arquidiocese ou ajuda a Paróquias carentes de recursos. • Existe uma preocupação da Paróquia/Comunidade com os necessitados. Cestas de alimentos são doadas as famílias necessitadas. Em ocasiões especiais, são distribuídos presentes às famílias e/ou crianças. As famílias são visitadas, especialmente as que têm enfermos. Porém o campo dos movimentos sociais é fraco. A concentração dos esforços apenas na doação de alimento acaba sendo uma atuação de atendimento às necessidades básicas, em envolvimento mais profundo. 2.
Em que aspectos podemos verificá-la? • Da doação de nosso tempo para levar uma palavra e o próprio Cristo aos doentes. • Da visita aos doentes, distribuição de Comunhão aos que estão impedidos de participar das celebrações, distribuição de cestas de alimentos aos mais necessitados, compra de remédios para os que precisam. • Das reuniões semanais de artesanato, da confraternização e viagens de lazer com idosos, dos bazares beneficentes. • Solidariedade: coleta e partilha de alimentos, roupa, livros, material escolar e brinquedos, para duas creches, promoção da alfabetização de adultos (FUMEC), voltada para as domésticas e, ainda, serviços de voluntários nas creches. • Das atividades voltadas aos enfermos: missa mensal, confraternização, visitas semanais para levar conforto, esperança, a Palavra de Deus e a Eucaristia nas residências e nos hospitais. • Dos eventos: promoção de festas e atividades sociais, integrando as equipes da paróquia e disponibilizando os recursos a serem partilhados, segundo as necessidades sociais. Os recursos são entregues à paróquia para administração e socialização. • De outras atividades, tais como capoeira, ginástica para adultos e trabalho com argila para portadores de esclerose múltipla. 3.
Quais as nossas dificuldades neste âmbito? • A vergonha que o cristão tem de falar de Deus. • Quase sempre são as mesmas pessoas e que às vezes trabalham em várias pastorais ao mesmo tempo. Muitas pessoas vão a Igreja, recebem convites para trabalhar, mas preferem não assumir compromisso.
• As pessoas convivem à distância o que diminui a possibilidade de desenvolver amizades; a comunidade tem dificuldade de aproximar e agregar as pessoas, conseqüentemente, também falta integração entre as pastorais. • As Comunidades também sentem a ausência de uma vivência fraterna entre os membros que compõem a Comunidade e/ou Paróquia. 4.
Nosso organismo ou pastoral alimenta sua espiritualidade no exercício
da caridade? De que forma? • Por meio das visitas aos enfermos e necessitados. A pessoa que visita um doente ou entrega a comunhão se sente unida a pessoa que recebe. Existe um envolvimento entre os que recebem a caridade e entre os que a realizam.
• Com reuniões e palestras freqüentes que muito nos ajudam no trabalho. • A escuta Cristã é uma forma de caridade especial e cuidadosa, tem apoio psicológico e moral, temos ajudado muitas pessoas e encaminhado segundo suas necessidades. • Os Vicentinos não encontram na Paróquia suporte humano para melhor acompanhar os assistidos. As crianças das comunidades atendidas pelos Vicentinos não têm sido assistidas espiritualmente, como eram no passado. • A espiritualidade da pastoral dos Vicentinos é feita através de conselhos e de bons exemplos. • Por meio de orações nas visitas aos enfermos e eles também oram, falando com eles já é um grande remédio, essa convivência, faz muito bem a eles. Também antes da distribuição dos alimentos se faz orações. • Os tempos fortes são participados nas pequenas comunidades. • Há um esforço para se criar um clima de espiritualidade que envolva e acompanhe todas as atividades superando a fragmentação do ser humano e a lei da separatividade corpo-alma, matéria-espírito. • Atendimento às famílias carentes e aos doentes (doação de alimentos e visitação). Celebrações Eucarísticas, grupos de oração e novenas, Cerco da Misericórdia. 5.
Como a nossa Comunidade tem se colocado a serviço dos pobres? Que
atividades são realizadas em favor dos pobres e dos excluídos? • Por meio de entrega de cestas básicas, remédios e visitas aos doentes. Ao final do ano por meio de entrega das cestas de Natal, confraternização com celebração no final do ano com almoço ou lanche as famílias são assistidas. Também acontece bazar de roupas e utensílios usados. • Por meio do trabalho dos Vicentinos que promovem mutirões de alimentos, o projeto Reviver com a caridade voltada aos idosos carentes ou não, serviços de assistência médica, banhos nos que vivem em leitos, a Legião de Maria visita os doentes levando atendimento espiritual. • Por meio dos Vicentinos, Pastoral da Criança e outros grupos conseguimos perceber um trabalho vitorioso na nossa comunidade, todos dentro das possibilidades são atendidos e acolhidos. • Por meio do estabelecimento de um domingo específico quando os encarregados visitam as famílias. • Por meio do trabalho dos Vicentinos cuja atividade se resume em arrecadar alimentos, roupas, brinquedos e quando necessário remédios para nossos assistidos e excluídos. Mas esbarramos sempre na desculpa de que nossos assistidos são marginais, moram em reduto da droga, da violência e da promiscuidade. Para que esta situação seja sanada é preciso que a Prefeitura e Estado atuem, mas eles nada fazem. • Arrecadação de alimentos nas missas e celebrações, realização do Projeto Lava-Pés (distribuição de cestas de alimentos), atuando junto com a Pastoral da Saúde, cedendo espaço para reuniões de movimentos sociais que tem por objetivo debater problemas humanos (habitação, saúde, educação, saneamento básico, etc.), visita e cuidado dos enfermos, preocupação com os desempregados. Incentivo ao retorno aos estudos (o que vem dando muito resultado), fazendo orações nas casas, por meio da Pastoral da Criança (restrita a uma Comunidade). • Em parceira com a Pastoral da Criança e a Pastoral Carcerária da Arquidiocese, respectivamente, foram feitas doações de Enxoval para Bebê e Produtos de limpeza pessoal. Na linha da promoção humana, a Equipe de Solidariedade criou o curso de alfabetização para as empregadas domésticas do bairro e idosos (FUMEC). A taxa para a celebração do Sacramento do Batismo também foi substituída por doação de alimentos, com o objetivo de se desenvolver, na Comunidade, o espírito de partilha e de socialização dos bens. • Temos ajudado não só na Paróquia, mas também outras. Doam-se materiais, alimentos, sopa, remédios, empréstimos de cadeira de rodas, roupas. Lembrando ainda que nossas Pastorais ajudam outras Paróquias menos favorecidas. • Além das atividades ordinárias de apoio às creches, há atendimento aos que procuram a comunidade, através de entrevista pessoal do pároco, doação ou oferta de algum serviço (jardinagem, pintura), e também, através da colaboração de voluntários que atuam nas Entidades ou na Associação dos Moradores e Conselho Comunitário de Segurança (atendimento jurídico, espiritual e psicológico). • É desconhecida da comunidade a ajuda solitária e solidária que o Pároco dá a muitos pobres que o procuram, pedindo ajuda para pagar água, luz, gás, parcelas de casa popular, viagem para sua terra, compra de remédios, e similares. O pároco procura conversar e orientar com cada um deles, chegando até a oferecer pequenos serviços. Infelizmente ainda não há um organismo que possa coordenar essa atividade tão urgente e refletir para que a ação não fique apenas no assistencialismo. • Por meio do trabalho dos Vicentinos, no atendimento de mais de 50 famílias necessitadas com palestras de profissionais liberais. O JOCADE (grupo de jovens) tem eventualmente feito visita nas favelas da periferia. Os vicentinos recebem da Paróquia 5% de toda arrecadação do dizimo mensal, nos últimos 03 anos foram construídas 05 casas para as famílias pobres. A Conferência Vicentina atua na ponta e a comunidade sustenta as ações da Conferência. 6.
O exercício de nossa caridade tem conduzido os cristãos
à participação na vida política? Em que aspectos
podemos constatar esse compromisso? • Não há nada explícito e programado para tanto. Devido ao perfil sócio-econômico, os paroquianos tendem a não se interessar pela vida política. Os mais idosos não se interessam mais e não querem dedicar-se a isto. A parcela economicamente ativa que poderia ter uma participação mais efetiva na vida política, não possui estímulo, ou não encontra o início do caminho, pois, faltam meios diretos para que isto ocorra. • Os mais jovens, não possuem a atuação que os levem a um crescimento espiritual, vocacional e, muito menos, a uma participação direta e objetiva na vida política. Sim: • Participando dos questionários da CNBB. • A Igreja até pouco tempo atrás não falava em política, agora começamos de forma discreta a pedir que escolhamos melhor nossos candidatos. Somente próximo as eleições nas celebrações. •
Por meio de plebiscitos para que a comunidade dê sua opinião,
sociedade de bairro, com palestras sobres seus direitos. • Algumas ações ocorrem isoladamente pelo contato individual que se tem com algum político do bairro ou que freqüenta a Igreja. Alguns membros da comunidade fazem parte da Associação de Moradores e se esforçam para envolver as pessoas nas lutas pela segurança, transporte ou outras necessidades locais, mas, não são correspondidos, apesar das visitas às residências e das cartas. • Um dos poucos momentos de formação da consciência política acontece apenas em conversas nas equipes de pastoral ou nas homilias e reflexões feitas pelo pároco nas missas e reuniões dos conselhos. • Percebe-se pouca participação, quase nada. É perceptível uma barreira que impede as pessoas de participar mais ativamente da vida política. No entanto a paróquia se empenha em promover situações que insere a população na vida política. Por exemplo, sempre em ano de eleição é promovido debate com os partidos e/ou candidatos e sempre conta com a participação de boa parte dos fiéis. Existe também o incentivo à participação nas lutas por melhorias (Postos de Saúde, Escola, etc.), mas a adesão é mínima. 7. Constatamos alguma sensibilidade da Comunidade para com os problemas dos Direitos Humanos? Quando e como eles são defendidos? • Sim, mas não são defendidos. •
Não fechamos os olhos a esse tipo de problema, contamos também
com pessoas que trabalham na subprefeitura de Barão Geraldo, que
está sempre disposta a ajudar em várias áreas da
comunidade. • Percebe-se que a comunidade reclama da violência dos roubos e pequenos furtos que cometem os moradores da Estação Guanabara que são 100% dos nossos assistidos. Um trabalho conjunto da Igreja com os órgãos públicos talvez minimize estes problemas. • Sim, por parte dos Vicentinos, campanhas dentro do calendário litúrgico. Ex.: Quaresma, Campanha da Fraternidade, Semana Social Brasileira, com programação pré-determinada. Não existe nenhum trabalho especifico e continuo de reflexão ou ação. Ex.: Estatuto do Idoso, ECA, Direitos da Mulher, e etc. • Avisos referentes às ações nesse campo são sempre dados/repassados. Há um incentivo à participação na vida política e na defesa dos direitos humanos, mas é preciso reconhecer que poucos se atiram nessa direção. • A sensibilidade em relação aos direitos humanos precisa ir muito além do assistencialismo que é realizado e praticado nas atividades de acompanhamento às creches. Falta ainda um trabalho mais organizado junto aos carentes e necessitados, com o objetivo de ter melhor conhecimento da realidade e consciência do trabalho a realizar. Há muito que melhorar, mas algo se tem feito para que se passe da teoria para a prática.
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Jornalista Ana Lucia Vasconcelos Web designer-Edson Souza
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