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Visita
de Dom Bruno a paróquia Nossa Senhora das Graças Ana Lúcia Vasconcelos
Ministério da Liturgia Foco: A Celebração da Eucaristia e dos Sacramentos como mananciais que alimentam e transformam as vidas humanas Equipes Pastorais envolvidas: Equipes de Liturgia (de cada missa – coordenadores, comentaristas, leitores, cantores, músicos), Liturgia das Horas e Ministros de Batismo, da Palavra, da Eucaristia e de Exéquias, Acólitos, Pastoral dos Noivos, Dízimo; Juventude; Limpeza, Manutenção e Obras; Saúde.
1. As ações litúrgicas da Comunidade/Paróquia têm ajudado o Povo de Deus a fazer um encontro com Deus e, desse encontro, um compromisso com os irmãos e irmãs? • Ajuda o povo a fazer um encontro com Deus, mas esse encontro nem sempre suscita um compromisso com os irmãos e irmãs. • O compromisso entre irmãos e irmãs deixa a desejar. Os compromissos que são assumidos ocorrem de forma tímida. As homilias do Sacerdote têm sido marcantes e precisas. • A equipe litúrgica tem a preocupação de preparar as celebrações para ajudar o povo a fazer este encontro com Deus. • As ações litúrgicas acontecidas têm possibilitado a todos e a cada um, um encontro pessoal com Deus, na família e com os demais fiéis. Possibilita um crescimento espiritual, leva para o dia-a-dia a realidade vivenciada na Igreja. Tem havido participação ativa da comunidade nas Celebrações Eucarísticas. Nossa Comunidade, sob a ótica de seu perfil, é formada por uma grande diversidade de pessoas, com espiritualidade diferenciada; sendo ainda um desafio encontrar uma maneira de atender a todos e a cada um como desejamos, motivando mais e melhor as participações nas missas dominicais. • Considerando que a maioria das pessoas procura a paróquia para participar da missa, no final de semana ou buscar os sacramentos, a Liturgia tem sido a maior preocupação. Os Animadores da Comunidade cuidam para que as pessoas sejam bem acolhidas e se crie um clima de oração e silêncio, antes de começar a Celebração. Quanto aos sacramentos, as equipes acompanham com carinho na preparação e realização do Batismo, Matrimônio e Eucaristia. São consideradas as características diferentes para os diferentes horários de missas, mas, sempre a assembléia celebra e o ministro ordenado estimula, orienta a preparação e dá abertura para que essa participação seja cada vez mais efetiva e expressiva. Em todas as missas há pessoas encarregadas de preparar os comentários das missas e escalas para acólitos, leitores e ministros da Eucaristia, escolhendo também membros da assembléia. • São proporcionadas diversas Ações Litúrgicas, porém a participação da Comunidade é pequena. O pároco tem motivado cada vez mais essas ações, mas o que se nota é que falta compromisso da própria comunidade. É necessário divulgar cada vez mais essas ações de religiosidade, tornar a Igreja mais ativa no bairro, ser referência na região, pois ainda existem pessoas que sequer conhecem a Paróquia, inclusive desconhecem ou confundem sua localização. A música deveria ser melhor utilizada como instrumento para a efetividade das ações litúrgicas.
• A maioria das pessoas se restringe ao seu Deus próprio sem se preocupar em transmitir a mensagem de Deus ao próximo. Existe ausência de uma fé amadurecida que provoque compromisso. Falta calor humano; as ações deveriam ser mais simples e objetivas, sem muito ritualismo. Falta conciliar a ação (Ex. missa com a oração). Falta algo mais, existem pessoas em diversos cargos há muito tempo. (OBS: As respostas não estão agregadas, há opinião de que existe muita dispersão, talvez porque falte entendimento das pessoas). 2. Na Paróquia existe algum tipo de formação litúrgica? Quais? Com que freqüência? Sim. • Para a equipe de Liturgia, grupo de cantos, no decorrer do ano. • Através das reuniões mensais de liturgia, encontros específicos, distribuição de livretos e folders educativos em época apropriada, de acordo com o calendário litúrgico. A formação é voltada mais diretamente aos Ministros da Eucaristia. • Uma vez ao ano é promovida a Semana Litúrgica com a equipe Arquidiocesana de Liturgia. Não • Existe o Catecismo para os ministros e demais interessados, com freqüência mensal, fornecido pelo padre. Existem ações individuais das Pastorais nesta formação, a saber: A equipe da Pastoral do Matrimônio se reúne antes dos encontros com os noivos com o objetivo de se preparar e bem conduzir os encontros. A equipe da Pastoral da Liturgia realiza reuniões do grupo. A equipe da Pastoral do Catecismo se reúne mensalmente. • As pessoas responderam que existe, contudo, há que se notar que é significativo o número de pessoas que não entende o que significa Paróquia, colocando-a como se fosse a Matriz. As pessoas dizem que há formação, mas a grande maioria não sabe todos os tipos de formação que têm e principalmente em qual freqüência. E, ainda, há quem não entenda o que é formação. É interessante ressaltar que a maioria não fala de formação nas Comunidades. • Existe a formação litúrgica, mas não em cursos regulares. Ela acontece quando o padre reúne a equipe de liturgia para o preparo das cerimônias mais importantes: quaresma, Páscoa, Corpus Christi, Natal, Ano Novo, festa da Padroeira, etc.
• Observa-se a falta de interesse por parte das pessoas, a participação é pequena. • A formação das pessoas que exercem ministérios (leitores, acólitos, animadores etc.) sempre teve merecida atenção direta do padre. Atualmente não dispomos de cursos de preparação para os diversos ministérios na comunidade. Quanto aos ministros consideramos que há necessidade urgente de encontros onde recebam instruções sobre seu desempenho. Reconhecemos que a dificuldade em reunir os membros das pastorais é grande • Existe curso para leitores. • O Ministro Ordenado deve estar atento para reconhecer (e cultivar) os diferentes dons dos membros de sua comunidade, delegar funções e preparar os agentes, sugerindo leituras, cursos bíblicos e de oratória, retiros espirituais, dinâmicas e explicações do que é ou não litúrgico. Cada coordenador de equipe deve cuidar de transmitir essas informações aos seus membros, como fermento na massa, e fazer avaliações periódicas, assim como, providenciar a renovação das equipes para que um possa aprender com o outro. • Sim, porém os leitores e ministros da Eucaristia não atendem integralmente as exigências e normas litúrgicas. • Existe todo empenho para que participem dos encontros e/ou formação oferecidos pela arquidiocese. Nem sempre os membros das Comunidades participam. • Sim. Temos desenvolvido atividades de preparação e formação. • Ainda tem sido um desafio motivar a comunidade em geral para uma maior e melhor participação. 4. Como as Comunidades podem valorizar ainda mais a celebração dos tempos litúrgicos, ressaltando a espiritualidade e as atitudes próprias de cada tempo? • Por meio das informações passadas durante as missas e homilias. Das missas dos enfermos que acontecem duas vezes no ano, durante a Quaresma e no Advento. Da criação de equipes que preparem a comunidade para estas celebrações. Da tentativa de se tornar a Igreja uma extensão de nossas casas, o que facilitaria a participação das pessoas na celebração dos tempos litúrgicos. De convites específicos e pessoais para participação nestas celebrações (Pastoral do Acolhimento). Reza litúrgica das horas (vésperas). Da equipe de comunicação para atingir os jovens: jornal/site. • Trabalho conjunto entre equipe de liturgia e equipe de canto. Cantos mais alegres. Melhor preparação dos ministros, símbolos próprios de cada tempo, cantos e palavras apropriadas. Preparação cuidadosa das celebrações, dirigir o foco para menos gestos, na mudança dos vários símbolos, cores, valorizar cada celebração com aprofundamento celebrativo. Bons exemplos. Dar oportunidade para que todos possam participar, sabendo ouvir, valorizar e respeitar o conhecimento do outro. Promover a participação da assembléia. • Contar com mais material e formação. Louvor, oração comunitária, exposição do Santíssimo. Buscar acolher cada um como se fosse Jesus, destacar a Espiritualidade/Carisma de cada Comunidade. Incentivar a assembléia a se envolver no espírito de acolhimento e no espírito humanitário a partir de uma melhor preparação da equipe litúrgica. Formação para todos os paroquianos de forma a gerar: comprometimento, ação, entendimento e participação. • De cartazes, banners e talvez pequenas palestras para a comunidade (durante as próprias celebrações) que auxiliem o entendimento do significado e importância de cada tempo litúrgico. Dos símbolos em seus diversos tempos litúrgicos. • Da equipe designada para a preparação das celebrações que tem bastante experiência e conta sempre com os voluntários que se dispõem a ajudar. Elas são bonitas, contemplativas ou de louvor (de acordo com o tempo litúrgico), e sempre tocam o coração. Busca-se integrar texto e música em cada tempo. Há uma valorização das famílias: são convidadas, a participar e sentem-se acolhidas. Os tempos litúrgicos são celebrados não por tradição, mas por vontade da comunidade de crescer na fé e espiritualidade. A conseqüência disso é a maior participação da comunidade nos projetos sociais, especialmente nos que valorizam o ser humano como obra prima de Deus. • As opiniões foram divididas, uns querem criatividade especifica para cada tempo litúrgico e outros acreditam que existe sobrecarga de atividades que compromete a espiritualidade. • Ressaltando para a Assembléia o tempo litúrgico vivido e suas características. Realizando celebrações mais dinâmicas. Trabalhando com símbolos / ambientação, eles ajudam a assembléia a viver a espiritualidade e atitude própria de cada tempo. Utilizando melhor as características já existentes (cores, música, etc.). Promovendo a integração das Comunidades que compõem a Paróquia em Celebrações conjuntas em datas significativas dentro do ano litúrgico. Ex. Quinta-feira Santa, Sábado da Ressurreição, Domingo de Páscoa, Natal, etc.
1. A Paróquia tem demonstrado abertura e acolhida ara todos os que a procuram? • Precisa ser melhorada com convites pessoais para participação das pessoas em nossos eventos (leitores, comentaristas, etc.). • Foi observado que a acolhida acontece apenas no momento da missa ou Celebração da Palavra. • A cidade grande distancia as pessoas, o número pequeno de sacerdotes não deixa o atendimento ser pastoral como o desejável. O padre acaba tendo muitos afazeres já agendados no dia a dia, ocupado, coisas fixas e com horários já programados. Tem havido abertura com todos e com qualidade, mas o número de sacerdotes limita a ação evangelizadora, apesar das estruturas secretariais serem eficientes. As oportunidades de evangelização deveriam ser mais e melhor aproveitadas; isso ainda tem sido um desafio. Como exemplo, temos desde 1997 a Pastoral da 2ª. União – Casais Especiais. Seus membros participantes muito têm contribuído com a nossa paróquia. •
O padre, os ministros, os atendentes, todos têm a preocupação
de receber e acolher muito bem as pessoas que freqüentam a paróquia
e as que aparecem esporadicamente seja para assistirem a missa ou resolverem
situações na secretaria. • A paróquia é sempre receptiva com os que a procuram e a atendente tem se destacado na simpatia e comprometimentos impecáveis. As visitas do pároco têm sido decisivas para o fiel leigo se sentir acolhido. 2. Tem-se a preocupação com a qualidade do atendimento/acolhida por parte dos Padres, Diáconos e atendentes paroquiais? • Sim A secretaria tem sido prestimosa no atendimento paroquial. • As atendentes paroquiais têm sempre a preocupação com o atendimento pelos que procuram a Paróquia e a acolhida por parte dos padres sempre foi muito boa. • Sim, com relação ao padre. Com relação às atendentes temos percebido que o atendimento é bastante acanhado e precisa ser melhorado.
• Ressaltamos a dificuldade decorrente da pequena quantidade de sacerdotes e o tempo disponível para este fim; outras incumbências obrigatórias também ocupam o tempo dos sacerdotes. A secretaria tem sido prestimosa no atendimento paroquial. Convivemos numa cidade grande, não dá para precisar o perfil diversificado dos nossos paroquianos, convivemos com excesso de liberdade social. É um desafio bem servir a comunidade no amor de Deus...
• Questão delicada e que divide as respostas: percebe-se a preocupação com o atendimento e acolhida, mas falta qualidade neste atendimento. Quando há qualidade, falta quantidade, inclusive houve a sugestão para que tivesse atendimento também nas comunidades, uma vez que estas se sentem prejudicadas com a falta de tempo do pároco para com as mesmas. Alguns elogiam, outros criticam uma maneira de atendimento igual a todos, e outros opinam que o pároco deveria se dedicar apenas à paróquia. Entretanto, muitos agentes compreendem que existe preocupação com o atendimento/acolhida, mas que existem problemas para que a qualidade seja satisfatória: falta de agente para atender. Houve inclusive a sugestão de divisão das obrigações para não haver sobrecarga de trabalho para ninguém. Avaliação
e propostas
Dom Bruno inicia explicando o que é liturgia, mas antes lembra
que a liturgia é colocada como ministério, serviço,
trabalho desenvolvido para o bem do outro. Ministério vem de Ministrare-
ou seja, os servidores na liturgia. Relembra que o Concilio Vaticano II
definiu culto litúrgico da igreja de Deus-cabeça e nós
sendo que liturgia vem da palavra grega leiturgos-aquele que presta um
trabalho, que tem determinado oficio- oficio divino. Liturgia é
um culto publico a Deus que é diferente da oração
pessoal por que tem a dimensão da Igreja prestando um louvor publico
ao Pai. E aqui ele recorda que a confissão também é
oficio publico.
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Jornalista Ana Lucia Vasconcelos Web designer-Edson Souza
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