| Qual deve ser a nossa resposta
aos terríveis escândalos na Igreja?
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Sobre a pedofilia na Igreja Católica
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O Crucifixo do Haiti
que ficou intacto__________________
Santa Margarida Maria e o carnaval
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Aparições da Virgem em Medjugorje
ganha importante aliado
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Vós sois o sal da Terra a luz do mundo
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É possível batizar as crianças abortadas
E você pode fazer isso
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A importância da Missa e da Eucaristia
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5º Domingo da Quaresma – 09.03.2008
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Páscoa é
Passagem para a Vida
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Não Matarás
Dom Benedicto de Ulhôa Vieira
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Visita
de Dom Bruno a Paróquia
de São Paulo Apóstolo
Ana
Lúcia Vasconcelos
O Relatório Final datado de dia 10 de maio de 2008 foi entregue
ao arcebispo Dom Bruno e por ele estudado e finalmente discutido com os
componentes das pastorais e movimentos de cada ministério durante
toda a semana de 15 a 22 de junho. Assim no dia 15 de junho de 2008, segunda
feira, ele avaliou a parte referente ao Ministério da Palavra na
Igreja de São Paulo Apóstolo com a presença de Dom
Mauro Souza Fernandes, OSB- (pároco), padre Fernando Garavaglia,
CMF, da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, cônego
Luiz Carlos da Fonseca Magalhães da Igreja de Cristo Rei e padre
Paschoal Brasilino Canôas da Igreja Nossa Senhora de Lurdes que
concelebraram com ele. Em geral já na homilia ele falava do que
ia tratar na reunião daquela noite e em seguida abordava as leituras
que foram: Leitura (1 Reis 21,1-16) ; Salmo 5 e Evangelho( Mateus, 5,38-42).
Ele iniciou falando que a leitura do texto de Nabot abala toda pessoa
que tenha um sentido de justiça porque justamente o israelita,
muito apegado as tradições herdadas de seus antepassados,
disse não ao rei Acab e por causa disso vai sofrer as conseqüências
de um testemunho falso da mulher deste Jesrael e afinal apedrejado e morto.
Usando este texto Dom Bruno já fazendo um paralelo com o Evangelho
lembra que Jesus veio justamente abolir a Lei de Hamurabi que preconizava
“o olho por olho dente por dente”, ou seja, a violência
se paga com violência, para outro conceito: “A quem te bater
na face direita oferece a esquerda, a quem te tomar a túnica oferece
também o manto, e finalmente a quem pedir que ande com ele mil
metros anda dois mil.” E pergunta se as pessoas sabem como se faz
para bater na face direita de alguém?Ainda que isso seja mais ou
menos óbvio e esta palavra ser muito conhecida a gente não
presta atenção no detalhe importante que ele explica. É
preciso que a pessoa bata com as costas da mão, ou seja, o gesto
além de violento demonstra sumo desprezo do agressor pelo agredido
e por isso é ainda mais humilhante. È a este gesto que Jesus
pede que ofereçamos a outra face.
Lembra da violência que temos dentro de nós e ele mesmo:
quanta violência ele confessa sentir dentro dele e que todos precisamos
superar, pagando o mal pelo bem. Registra que só não fazemos
coisas tremendas que se vêem na mídia todos os dias porque
estamos com Cristo. Sem Deus talvez fizéssemos o que outros fazem.
Diz então que o cristianismo vem quebrar esta corrente que não
é digna do ser humano, Jesus Cristo veio restaurar a dignidade
humana. O pecado entrou no mundo por inveja do demônio já
que fomos criados a imagem e semelhança de Deus. “E o que
Deus quer de nós? Ele não quer coisas materiais. Ele quer
você”. Ele nos deu o livre arbítrio, a liberdade para
fazermos o bem, por que se formos levados apenas por nossa vontade somos
capazes de coisas tremendas como o ato praticado pelo rei Acab da leitura,
como Jesrael. E Jesus Cristo vem nos pedir para superarmos isso, pede
que não enfrentemos o malvado. E o perdão só é
possível quando eu tenho Cristo dentro de mim: “Pai perdoa-lhes
porque não sabem o que fazem”, Ele disse na cruz e Santo
Estevão, o primeiro mártir também disse isso.
Precisamos, diz, de uma mudança radical já que temos apenas
um verniz de cristianismo dentro de nós. O cristianismo é
um desafio, um convite: todos nós fomos chamados a um processo
de conversão continua. Cita o bispo santo de Jundiaí que
dizia: “estamos longe de ser cristãos e salienta que este
processo deve ir até o ultimo suspiro de vida. Ambas as leituras,
ele conclui, são ao mesmo tempo maravilhosas porque mostram o profundo
da alma humana e terríveis porque deslinda a violência. Mas
oferece a salvação de Jesus Cristo que nos fez renascer,
nos iluminou com uma vida nova. E como o salmista podemos dizer que ele
atendeu o nosso gemido, ficou atento ao clamor da nossa prece. Os cristãos
são chamados a ser sinal de amor no mundo. Daí ele diz,
que a palavra fora muito adequada para esta noite em que vamos tratar
do Ministério da Palavra. “Ela é um convite, um desafio
para este caminho de conversão que somos chamados a percorrer.”
Após a Missa Dom Bruno se reuniu com os componentes dos diversos
pastorais pertencentes ao Ministério da Palavra para avaliar este
texto.
Ministério
da Palavra
Foco:
A Missão Evangelizadora de nossa Igreja e toda formação
necessária para se viver e anunciar a Palavra de Deus.
Equipes
Pastorais envolvidas: Catequese para Batismo, Eucaristia, Perseverança
e Crisma; Iniciação de adultos; Contadoras de história;
Preparação para Noivos; Pastoral Familiar; PASCOM; Orientação
Vocacional; Ministério da Palavra, Eucaristia, Exéquias;
Dízimo; Juventude; Limpeza, Manutenção e Obras; Saúde.
Anuncio da Palavra de Deus
Questões e respostas
1. Está sendo bem proclamada?
• Existe esforço para que a palavra de Deus seja bem proclamada.
•
Há um esforço para que a Missa seja uma verdadeira experiência
de Encontro com Jesus. No início de todas as Missas há o
“Bom Dia”, feito na entrada do templo, o acolhimento às
pessoas que participam pela primeira vez e o refrão meditativo,
cantado, para que as pessoas se concentrem no Mistério que vai
ser celebrado. A Equipe de Liturgia tem escolhido leitores que têm
mais facilidade de comunicação e trabalhado para que os
textos mais longos sejam divididos em partes, lidos por várias
pessoas, para que a escuta não seja tão cansativa.
•
Sim. Os Ministros da Palavra estão sendo preparados para a proclamação
da Palavra de Deus. São eles os leitores nas Celebrações.
Temos aparelhagem de som com qualidade; recentemente adquirida e instalada.
•
Podemos perceber que, embora a maioria dos membros da paróquia
tenha uma avaliação satisfatória sobre o preparo
do “anúncio da Palavra”, (56%) o percentual dos que
consideram este item carente de formação é significativo
e precisa de atenção (41%).
•
Existe o cuidado e a valorização da Palavra anunciada, sendo
necessário a atenção das pessoas para ouvi-la.
•
De forma simples e objetiva com direcionamento e ensino do Pároco.
•
A forma como se divulga os avisos precisa ser melhorada porque não
está conseguindo atingir e envolver a comunidade. Batismo: a maioria
não freqüenta as missas, isto dificulta. Curso de 2 horas
não é suficiente. Mães vêm com os filhos. As
homilias são nosso ponto alto.
•
Necessidade de formação de leitores.
•
Sim, as decisões são participativas e democráticas.
2.
Há algum tipo de preparação e formação
para as homilias e reflexões?
•
Verifica-se que a formação/preparação é
oferecida pela paróquia, mas, para que esta atinja seus objetivos
faz-se necessária a motivação dos Ministros em dedicar-se
ao seu desenvolvimento e crescimento no tema.
•
O pároco procura adaptar a mensagem do Evangelho a cada tipo de
assembléia: usa linguagem simples, ligando Fé e Vida, trazendo
os acontecimentos do cotidiano das pessoas para reflexão e meditação.
Há uma missa especial para crianças, na qual os gestos,
músicas, peças infantis buscam traduzir a mensagem do Evangelho
na linguagem da criança, com objetivos bem definidos: iniciação
à oração e vida comunitária, educação
de valores, treinamento da disciplina e limites.
•
Os Ministros da Palavra estão sendo preparados para a proclamação
da Palavra de Deus. Os Padres trabalham o tema.
•
Reuniões de liturgia mensal, toda primeira quarta feira de cada
mês. Os ministros e o povo em geral são convidados, porém
nem todos os ministros e leitores participam.
•
Cada um se prepara de maneira particular e individual. Foram citados alguns
subsídios utilizados na preparação: Bíblia,
Revista Vida Pastoral, Missal, Meios de Comunicação-Radio,
TV século XXI e Canção Nova, oração
pessoal.
•
Não para as homilias que são preparadas individualmente,
quanto às reflexões, cada grupo se prepara de acordo com
suas necessidades.
3. O anúncio da Palavra de Deus tem provocado mudanças
e transformações na vida pessoal, familiar, comunitária
e social?
• Existe um equilíbrio ente as pessoas que acreditam acontecer
esta transformação pelo anúncio da palavra e os que
julgam acontecer pouca transformação. Observa-se então
que o objetivo da Igreja, de transformação a partir da Palavra,
não vem sendo totalmente alcançado e carece de atenção.
•
Temos visto mudanças primeiramente nos agentes pastorais, refletindo
também nos fiéis que participam da Paróquia.
•
Notamos muita receptividade por parte da assembléia, atenção
e interesse. Como critério de medida, podemos dizer que a comunidade
tem respondido com generosidade a todos os apelos feitos na linha da solidariedade
e participação em projetos. A transformação
pessoal leva também à transformação familiar,
comunitária e social.
•
Pessoal, familiar e social, sim, comunitário caminhando para uma
melhora.
•
Está em mudança e acreditamos que está contribuindo
e agindo na comunidade; ainda é um desafio a ser vencido. Destacado
a falta de um Projeto Político inserido na Palavra de Deus.
•
Tanto na catequese como na pastoral do Batismo, sentimos o retorno de
pais e padrinhos.
•
Sim. As crianças da catequese progridem e trazem informações
sobre atuação delas na família. Crianças aprendem
e habituam a meditar sobre a Palavra de Deus. No Batismo as pessoas mais
velhas agradecem e dizem que foi dito o que os pais precisam ouvir.
•
É possível perceber um aumento da espiritualidade das pessoas,
interesse e participação maior nas atividades promovidas.
A nível comunitário ainda existe resistência para
uma transformação no que se refere aos assuntos paroquiais.
Quanto aos assuntos sociais o interesse é menor.
Formação
Cristã Permanente
1.
Existe na Paróquia o incentivo à Leitura Orante da Bíblia
ou a prática de Círculos Bíblicos?
• O incentivo à leitura da Bíblia tem se concretizado
no uso da Bíblia pelos catequizandos da eucaristia, pela Oficina
de Oração e Vida e pela tentativa de formar grupos de reflexão
e ação, no bairro e nos condomínios. Eventualmente,
a necessidade para o estudo Bíblico é levantada pelo pároco
e outros agentes da comunidade. As salas novas construídas pela
paróquia têm como objetivo organizar cursos, seminários
e encontros de formação permanente sobre teologia, bíblia,
liturgia, etc.
•
Existe sempre a recomendação para as pessoas lerem a Bíblia,
mas não um incentivo. Entenda-se aqui como “incentivo”
a promoção de espaço para esse fim. É importante
existir alguém capacitado para orientar a leitura da Bíblia,
para evitar a interpretação errada da mensagem de Deus.
Apenas uma comunidade manifestou existir a prática de Círculos
Bíblicos, mas que atualmente está se resumindo apenas a
uma ou duas vezes ao ano. Ex. Campanha da Fraternidade / Mês da
Bíblia. Outra informa que no ano passado fizeram uma experiência
que foi válida e que pretendem repetir este ano.
•
Incentivo existe, mas não temos especificamente uma prática
organizada e sistemática para a leitura da Bíblia.
•
Por meio do ECC, Grupo de Oração (Renovação
Carismática) e Grupo de Oração e partilha na linha
inaciana.
•
Por meio dos grupos de quarteirões, um pequeno grupo faz reflexões
às terças feiras, estudo da palavra, leituras bíblicas
e novenas com reflexão.
•
Por meio do retorno dos diversos grupos de oração.
•
Percebe-se que a Paróquia está carente de grupos de estudo
da Palavra.
2- Quais outros grupos de vivência que temos?
•
Pequenas comunidades (casas) que recebem N.Sra.Lourdes peregrina e que
no mês de outubro o Pároco celebra a Santa Missa nessas casas,
segundas e quintas-feiras; Missas diárias de terça a sexta;
Casais do Terço, Projeto Missionário de Visita às
Famílias para acolher os pais cujos filhos estão na catequese,
visita para rezar o terço em família e abençoar as
residências, Oficina de Oração, visita da Capelinha
da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de
Schöenstatt, Novena de Natal; Legião de Maria; Grupos de Oração;
Grupos do Terço; Hora Santa; Via Sacra; Escuta Cristã; Terceira
Idade; Terço dos homens; Grupo de quarteirão; Apostolado
da Oração; Grupo de Mães e Artesanato; Encontros
Marianos; Visitação aos Enfermos e Pastoral Familiar.
•
Algumas paróquias não possuem grupos de vivência ou
não responderam.
Avaliação e propostas
de Dom Bruno
Dom Bruno iniciou dizendo que recebera o relatório elaborado pela
Comissão da Forania, trabalho muito importante da Visita Pastoral
que teve a supervisão da Coordenadoria Pastoral: do coordenador
da pastoral – Pe João Luiz Fávero da paróquia
Santa Cruz; dos dois vigários gerais - Monsenhor José Antônio
Moraes Busch e Monsenhor Fernando de Godoy Moreira; dois vigários
regionais - Cônego Pedro Carlos Cipolini e Pe Carlos Roberto Massato
de Moraes e os oito vigários forâneos e conta que já
iniciara em 2007 a visita a várias paróquias de duas Foranias
de Valinhos e Vinhedo, Elias Fausto, Souzas e estava agora prosseguindo
na visita a este primeiro bloco da Forania Nossa Senhora do Rosário
e na seqüência a todas as outras paróquias da Arquidiocese.
Para ele a importância desta visita não se limitava à
visita do bispo, mas a presença dos padres e dos leigos envolvidos
no Ministério da Palavra. E quis saber quantas pessoas de cada
comunidade deste primeiro Bloco da Forania Nossa Senhora do Rosário
estavam presentes e ainda: quem estava naquela igreja pela primeira vez.
E muitas pessoas se pronunciaram. “Eu sempre pergunto isso e sempre
há pessoas que estão naquela determinada igreja pela primeira
vez. Vejam então a importância do entrosamento dos agentes
das diversas paróquias e desta visita pastoral.
Na seqüência começou a analisar item por item do relatório.
“A missão evangelizadora é tão importante para
se viver e anunciar a Palavra de Deus que a Igreja no Brasil passou a
partir do documento do Papa Paulo VI Evangelii Nuntiandi,
mudou de Diretrizes Gerais da Ação Pastoral para Diretrizes
Gerais da Ação Evangelizadora, já que pastoral se
refere mais ao clero enquanto a palavra ação é muito
mais ampla envolvendo um trabalho de anuncio e de vivencia do Evangelho.
A obra de evangelização é dada a todo o cristão
pelo batismo,ele diz, mas é pelo anuncio da palavra que vem a fé,
daí ser tão importante à obra da evangelização.”Lembra
um canto antigo que fala sobre este chamado: “ Pelo batismo recebi
uma missão/Vou trabalhar pelo reino do Senhor/Vou anunciar o Evangelho
para todos/Vou ser profeta, sacerdote, rei, pastor. ” Quer dizer
anunciar o Evangelho, ele diz, não é coisa de padre, de
freira mas é para todos os cristãos batizados.”
Chama a atenção para as leituras do dia e diz que “se
pegarmos aquilo lá e aprofundarmos olha a riqueza”. “A
palavra de Deus é o grande tesouro do qual tiramos coisas novas
e velhas”. Na seqüência imediata dá os parabéns
ao leitor que segundo ele proclamou com voz tranqüila e sem nenhuma
tinta emocional e teve a atenção de todos. Para enfatizar
a importância de uma leitura bem proclamada cita um exemplo bem
humorado como sempre. Aliás, é bom esclarecer para quem
não conhece o nosso arcebispo que ele sempre no meio das homilias
ou reuniões quebra o gelo com estórias engraçadas,
cantos que fazem a delicia das platéias. E aqui também ele
conta para ilustrar o a questão do som nas igrejas que voltando
do Congresso Eucarístico de Vitória juntamente com outros
bispos estavam no segundo banco do avião e o serviço de
som não estava bom de modo que a fala da comissária de bordo
ficou entrecortada. E ela não percebeu que as pessoas ouviram suas
palavras, mas não entenderam quase nada. E daí que um bispo
muito engraçado que estava com ele disse que às vezes o
som do verdureiro é melhor que o som de algumas igrejas.
Daí que o som das igrejas ele lembra, não deve ser agressivo,
deve ser gostoso o que às vezes é difícil de acontecer
em igrejas grandes especialmente, mas isso deve ser cuidado com muito
carinho assim como a escolha dos ministros da palavra que devem ser bem
preparados como, aliás, ele viu que está ocorrendo como
consta do relatório. Para a proclamação da palavra
ele diz que anotou coisas como: se a palavra é bem proclamada,
as pessoas têm prazer em ouvir. “Interessante que eu conheço
quando a palavra é bem proclamada. Já quando ela não
é a gente vê o grupo de canto escolhendo a musica, as pessoas
conversando e até o padre distraído. Santo Agostinho dizia
que a mesma atenção que se dá a Eucaristia deve ser
dada á Palavra.”
Falando agora de outro item chama a atenção para o termo
curso de batismo. Acredita que a palavra adequada para os sacramentos
seja preparação já que curso envolve uma metodologia,
uma sistematização de conhecimentos, uma preparação
constante. Assim para a teologia e outras disciplinas pode-se usar curso.
Já passando para a Pastoral Familiar ele cita o exemplo de um padre
que estava desesperado porque tinha 200 casais na sua paróquia
e não sabia o que fazer. Ele sugeriu que ele começasse a
preparar visitas às casas, que fizesse reuniões, ou seja,
que chamasse as pessoas. “Jesus perdia tempo com seus discípulos
para depois enviá-los. Assim os padres: tem que preparar seus agentes
para enviá-los.”
Quanto à homilia Dom Bruno diz que só bispos, padres e diáconos
podem fazer- eles partem o pão da palavra. Já os ministros
da palavra fazem uma reflexão da palavra de Deus. Conta que certa
vez foi visitar uma comunidade e ouviu a reflexão feita por um
ministro. Ficou escondido num canto para não inibi-lo e gostou
muitíssimo. Dai ressalta a necessidade da motivação
dos ministros para esta tarefa. Agora mudando imediatamente para as Exéquias
ele ressalta a importância desta cerimônia. “Quantas
pessoas não saem convertidas de uma celebração de
exéquias?” Ou seja, a palavra de Deus deve ser anunciada
e os ministros da palavra devem ser preparados pelos padres.
Dom Bruno na seqüência se concentra na terceira pergunta do
relatório: O anúncio da Palavra de Deus tem provocado
mudanças e transformações na vida pessoal, familiar,
comunitária e social refletindo sobre a palavra Fé
que vem do latim fides, que significa fidelidade. A fé, ele diz,
vem do que foi ouvido, a fé que nos converte, que muda o nosso
coração. Conta que ouviu um testemunho muito bonito de um
agente de pastoral sobre crianças que se habituam a ouvir a palavra
de Deus. E na seqüência fala da necessidade de se ter nas paróquias
ciclos bíblicos, pratica de leitura orientada da Bíblia
e aqui lembra que seria interessante um folheto que explicasse os quatro
passos da leitura da Bíblia que os beneditinos sabem fazer muito
bem e olha para Dom Mauro (que é monge beneditino) e que é
a Lectio Divina.
Isso porque ele explica a letra é morta, mas quando começamos
a ler o Espírito dá vida-então temos a leitura orante,
é a contemplação que ilumina nossas vidas. Daí
a urgente necessidade de se promover leituras bíblicas, oficinas
de oração, ciclos bíblicos, escolas da fé,
catequese, etc. Na verdade ele diz que hoje o grande desafio é
a Pastoral Urbana já que a leitura orante ela abre para o encontro
com Deus e as pessoas se sentem melhoradas. E quanto às grandes
datas litúrgicas?Quaresma, Natal, quando os grupos se reúnem
para rezar juntos? A Pastoral Orgânica nos propõe Grupos
de Quarteirão e isso ele viu que já é praticado nas
diversas paróquias da Forania, mas sente que pelas respostas há
uma carência de estudos bíblicos, as pessoas precisam e querem
isso.Assim como os grupos de quarteirão suscitam uma integração
maior da comunidade, ou a vida mesmo da comunidade eles devem ser incentivados.
“Jesus Cristo quando fundou a igreja não disse: olha venham
quando vocês precisarem de alguma coisa. Não, ele fundou
a Igreja-que é uma comunidade daqueles que crêem e repartem
a vida. Hoje por causa deste modo de vida moderna as pessoas daqui a pouco
vão querer se confessar pela internet. Uma senhora outro dia veio
toda eufórica me dizer que recebeu a hóstia pelo correio,
ou seja, os evangélicos estão fazendo da igreja um supermercado
e daí que as pessoas pensam que fé é isso.”
Na verdade ele admite que o individualismo que rege hoje a sociedade leva
a isso quando na verdade se falta a alma a um corpo por mais bonito que
ele seja é um defunto. E a alma da igreja é o Espírito
Santo e neste sentido a leitura orante da Bíblia é o ponto
alto deste anuncio. Lembra que a venda de cem mil Bíblias que faz
parte do Monumento da Fé nestas comemorações do centenário
da Arquidiocese tem este objetivo- que as pessoas se reúnam para
ler e rezar.
Ressalta, portanto a necessidade de uma catequese continuada, uma ação
continuada na Igreja que começa na família, continua na
comunidade e enfim ele pergunta se há uma escola da fé nas
paróquias? E sugere que se faça das mais diversas maneiras:
cursos em módulos que podem ser semanais, mensais, semestrais,
uma semana de estudos. “Seria legal uma leitura do Catecismo da
Igreja Católica e tem pedido aos padres que comprem para que as
pessoas possam se reunir para estudar”.
Sobre outro ponto importante que é apontado no relatório:
a necessidade de grupos de jovens nas paróquias e esta é
uma providencia que ele considera muito importante. “A preparação
da Crisma é um tempo muito bom e deste grupo podem sair jovens
que vão formar esses grupos. Aliás, ele diz acreditar que
muitos dos que estão ali ouvindo, ou seja, os agentes de pastorais
do Ministério da Palavra das cinco paróquias do Primeiro
Bloco da Forania Nossa Senhora do Rosário tenham saído desses
grupos. E finalmente ele aborda o tema tão complicado e ainda não
resolvido que é a inserção da Igreja nas escolas.
“A igreja ainda não conseguiu conquistar esses jovens e há
estatísticas que provam isso. Há escolas mais receptivas
dependendo dos professores serem católicos, mas precisamos fazer
alguma coisa. E isso tem que ser visto o que eles querem? O que gostariam?
Aulas de religião? Sim poderia ser, mas do Brasil o Estado de São
Paulo é o único onde este ensino não é obrigatório.
“No entanto, se houver professores interessados seria bom que as
paróquias pudessem responder a esse desafio.”
Conta que foi convidado recentemente a ir ao Colégio Estadual Culto
a Ciência para falar com os jovens. Perguntados com quem gostariam
de conversar e eles estavam livres para escolher pessoas representativas
das mais diversas áreas eles escolheram o bispo. “Eu vou
lá e quem sabe começamos os modernos areópagos. O
papa João Paulo II sempre foi muito ligado aos jovens e falava
muito da ação da Igreja nas escolas. Enfim é importante
que continuemos avançando, levando a palavra de Deus e o Espírito
Santo vai nos mover.”
Na seqüência dom Mauro foi fazer a passagem da vela símbolo
da visita pastoral ao padre Fernando da paróquia Nossa Senhora
do Rosário que seria a próxima igreja visitada e Dom Mauro
convidou todos os presentes para um lanche no salão paroquial para
uma confraternização.
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