| Qual deve ser a nossa resposta
aos terríveis escândalos na Igreja?
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Sobre a pedofilia na Igreja Católica
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O Crucifixo do Haiti
que ficou intacto__________________
Santa Margarida Maria e o carnaval
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Aparições da Virgem em Medjugorje
ganha importante aliado
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Vós sois o sal da Terra a luz do mundo
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É possível batizar as crianças abortadas
E você pode fazer isso
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A importância da Missa e da Eucaristia
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5º Domingo da Quaresma – 09.03.2008
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Páscoa é
Passagem para a Vida
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Não Matarás
Dom Benedicto de Ulhôa Vieira
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Encontro
com os Catequistas
na Paróquia Cristo Rei
Ana
Lúcia Vasconcelos
O ultimo encontro de Dom Bruno com agentes de pastorais do primeiro Bloco
da Forania Nossa Senhora do Rosário foi com os catequistas no dia
21 de junho de 2008, sábado das 17h às 19hs no Salão
Paroquial da Paróquia Cristo Rei. O Cônego Luiz Carlos da
Fonseca Magalhães, pároco, agradeceu a presença de
todos especialmente de Dom Bruno que como sempre começou e reunião
invocando o Espírito Santo e pedindo a intercessão de Maria
Santíssimo, de São José e São Luiz Luis Gonzaga
santo do dia.
Dom Bruno cumprimentou a todos e iniciou pedindo para se apresentarem
os responsáveis pela catequese de crianças, preparação
da Crisma, preparação de noivos, e catequese de adultos,
ou seja, os catequistas que preparam para os três sacramentos. “Meus
queridos irmãos e irmãs o trabalho de vocês é
tão importante que na visita pastoral o bispo reserva uma tarde
para conversar com vocês. Se não fosse tão importante
estaria junto com outros trabalhos que são importantes também.
Mas a importância da catequista, do catequista é muito grande.
Por quê? Porque ela marca a vida das pessoas no caminho de Deus,
dentro da Igreja. Vejam - todos vocês aqui tiveram uma catequista
e eu quando vou lá para minha terra e faço missas solenes
faço questão que minha catequista seja convidada, até
hoje.”
“Aqui eu tenho a minha primeira professora que é a dona Zuleica
Meirelles, que é da paróquia de São Benedito lá
no centro e foi minha primeira professora de pré- primário
e sempre que celebro lá e ela está presente, faço
questão de dizer: esta senhora marcou a minha vida. Então
vejam, temos professores na escola, mas temos também catequistas
na Igreja de Deus Pai. Dai a importância de vocês. Por quê?
Porque a palavra catequista vem de uma palavra grega cujo primeiro sentido
significa ouvir, porque catequista vem de catecúmeno que significa
aquele que ouve. Catequista então é aquele que faz ressoar
a palavra. Então para que o catequista saiba fazer ressoar a palavra,
a palavra tem que passar por onde? por ele, por ela. Então catequista
não é um simples repetidor, mas alguém que experimentou
Jesus Cristo e transmite a mensagem.”

“Eu
gosto de fazer uma comparação com os profetas. Vocês
pegam os profetas na Bíblia e, por exemplo, Amós, Oséias,
Isaias, Jeremias. Quem era Jeremias, quando Deus o chamou? Ele era ainda
uma criança, um mocinho, e era de uma família de pessoas
de posse, tinham propriedades. E quem era Isaias? Isaias era um príncipe
de Israel. E Oséias quem era? Era um apaixonado. Leiam o texto
dele, era um poeta. Quem era Amós? Amós era um vaqueiro,
ele conta a historia que quando o Senhor o chamou ele era um pastor de
rebanhos. Então se a gente for colocar os quatro: vamos fazer uma
comparação- vamos pegar quatro xícaras e a mesma
água sendo que numa colocamos café, noutra chocolate, noutra
chá mate, e noutro chá de hortelã. E ai? É
a mesma água, mas passou no chocolate faz o que? chocolate. Passou
no café saiu café, no chá mate saiu chá mate
e no de hortelã saiu chá de hortelã. Ou seja, as
pessoas são diferentes e a palavra de Deus é a mesma água,
mas a experiência é diferente. Você vai ver Amós,
e ele é o primeiro escritor dos antigos profetas, você vai
ver que a linguagem de um vaqueiro. Já Oséias é a
linguagem de um apaixonado. Você vai ver Jeremias é a linguagem
de uma pessoa culta, você vai ver Isaias é a linguagem de
uma pessoa nobre.”
“Assim também é a nossa experiência - cada um
de nós tem a sua vida, e Deus joga a sua graça e sai diferente.
Se tivesse outro bispo aqui ele estaria falando de modo diferente. Vocês
como catequistas falam de modo diferente um do outro porque vocês
colocam a sua vida. Eu contei a história da minha catequista, contei
a história da Zuleica, é a minha história. Então
quando a palavra de Deus passa por vocês ela atravessa sua história,
a sua experiência, por que senão fica como repetição
de noções. Eu tive um professor, padre muito sábio,
professor de História da Igreja lá em Curitiba, um alemão
que dizia: ‘ vocês quando forem padres pelo amor de Deus tenham
muito cuidado com a catequese, muito cuidado com os catequistas, muito
amor pela catequese, porque eu quando fiz a minha aprendi que Deus é
um Espírito Perfeitissimo, Eterno, Criador do Céu e da Terra.
Meu pai não era lá muito de igreja e então um dia
ele me perguntou o que eu fui fazer. Eu disse: eu fui à igreja.
Ah é! E o que você aprendeu lá. Eu aprendi quem é
Deus. E quem é Deus ele disse. Eu respondi aquilo que eu aprendi.
Meu pai disse e daí? E daí o pai que não era de igreja
começou a falar da experiência dele de Deus.”
“E daí está errado dizer que Deus é um Espírito
Perfeitissimo, Eterno, Criador do Céu e da Terra? Não, está
certo, certíssimo, mas faltava o que? A experiência de fé.
Interessante que em Israel- e nossa experiência de fé vem
da fé de Israel, que passa pela historia do povo judeu - na noite
da Páscoa o filho, o menor deve perguntar ao pai. ‘Pai por
que esta noite é diferente de todas as outras noites. ’ ‘Por
que esta noite, diz o pai, lembra a nossa saída do Egito. Nós
éramos escravos do Egito e Deus nos libertou’. Ele não
fala: os nossos ancestrais, ele diz nós, o nosso povo era escravo
do Egito e o Senhor nos libertou. Ele conta a história da Páscoa.
Então o catequista é aquele que passa a experiência
de vida aos seus catequisandos. É claro que vai passar noção-
vai ensinar os sete sacramentos tem que ensinar os sete sacramentos, vai
ensinar os dez mandamentos sim vai ensiná-los, vai ensinar as três
virtudes-Fé, Esperança e Caridade, vai ensinar as três
virtudes. Vai passar as noções, lógico, mas o catequista
vai ter que passar a experiência por que senão fica apenas
uma noção vaga. Por isso é muito importante que ele
não fale da vida dele, mas deixe a palavra de Deus questionar sua
vida para que, no momento que ele estiver ajudando seus catequisandos,
ou jovens ou adultos, ou pais que estão preparando seus filhos
para o Batismo ou para o casamento, as pessoas sintam que estão
conversando com gente que experimentou Deus.”

“Por
isso vejam meus queridos irmãos e irmãs este exemplo dos
profetas. Deus passou na vida dos profetas e eles agora então falam
a palavra de Deus passando pela sua experiência, passando por um
filtro que é a sua própria vida. Vocês também
têm que fazer isso. Qual é a diferença de Jesus e
dos escribas? Os escribas ensinavam errado? Não, Jesus tem até
um testemunho bonito a respeito dos fariseus. Ele fala ‘os fariseus
tomaram conta da cátedra de Moisés, o que eles diziam está
certo, só que eles não fazem. Vocês escutem o que
eles falam, mas não façam o que eles fazem. ’Hoje
nós ainda temos gente pior que os fariseus, e gente que não
é nada, porque ensina errado. Os fariseus pelo menos ensinavam
certo, o próprio Jesus fala isso, mas aconselha seus discípulos
não fazer o que eles faziam.”
“Então se esta experiência que Jesus fala dos fariseus
e dos escribas é importante qual seria a diferença dele
e dos escribas e fariseus? Você lê o capitulo 7 de Mateus
quando Jesus encerra o Sermão da Montanha: ‘ as pessoas ficavam
admiradas por que Jesus ensinava com autoridade e não como os escribas’.Qual
é a autoridade da palavra? Você viver a palavra. A primeira
pessoa que deve ser questionada pela palavra que está sendo proclamada
é a mesma que proclama. Por quê? Porque a minha palavra está
mais perto do meu ouvido do que de vocês. Assim também vocês.
Por isso o primeiro livro que todo catequista precisa conhecer é
a Bíblia, a Palavra de Deus. Por isso fizemos o monumento da Fé
nesta comemoração dos cem anos da arquidiocese de Campinas
e imprimimos cem mil Bíblias O primeiro livro que nos ajuda a fazer
catequese é a Bíblia, a Bíblia é fundamental
na catequese. Assim as crianças já devem ter aquela experiência
com a palavra de Deus, procurar o texto, achar o texto, saber se é
Antigo ou Novo Testamento, por quê? Por que aquela palavra tem a
experiência do povo, experiência de pessoas.”
“Vamos ver um pouco o Evangelho de João- João diz
assim: ‘estas coisas foram escritas para que nós creiamos,
mas eu penso que tivéssemos que escrever todas as coisas que Jesus
fez e Jesus fez outras coisas que não estão escritas nesse
livro, no mundo não haveria lugar para todos os livros que deveriam
ser escritos’. Por que João escreveu isso? Quer dizer é
uma comparação agigantada- porque seria preciso escrever
o que Deus fez em cada um de nós, a experiência de cada um
de nós. E esta é a experiência verdadeira da catequese,
daquele que ouviu a palavra de Deus, que se deixou questionar pela palavra
e aquela palavra sai com a vida da pessoa. Então isso é
muito importante, por que se fossemos escrever os livros que deveriam
ser escritos não haveria lugar no mundo. Mas este exagero de João
é verdadeiro- não haveria lugar no mundo para tantos livros.”
“Uma vez uma pessoa perguntou para mim: ‘Dom Buno, lá
no céu o que a gente vai fazer o resto da eternidade? ’ Eu
disse vai passar a vida de cada um, cada dia passa a vida de um e conforme
a vida está lá: proibido para menores de 18 anos (risadas
gerais) ai só podem entrar anjos bem velhinhos. É brincadeira,
mas a historia de cada um é uma história da salvação.
Santo Agostinho que fala isso e é muito bonito, que ele não
tem vergonha de contar os seus pecados. Por quê? Porque a graça
de Deus foi uma luz tão grande que ilumina toda sua história
que ele pode reconhecer que a graça de Deus é muito maior
que seus pecados. É aquilo que Paulo fala: ‘onde abundou
o pecado, superabundou a graça’. Mas então vamos voltar
: o primeiro livro que todo o catequista tem que ter e conhecer é
a Bíblia.Conhecer, a gente diz, as chaves da leitura bíblica.E
o que são chaves de leitura bíblica? Você vai ler
João vai perceber que seu Evangelho é diferente de Marcos.Marcos,
Lucas e Mateus são os Evangelhos sinóticos, mas Marcos tem
uma vitalidade diferente de Mateus e diferente de Lucas.São chaves
que devem ser estudadas e por isso os catequistas devem sempre estar sendo
formados. Por isso os nossos padres devem sempre treinar os ministros
da Eucaristia e os ministros da palavra, porque eles vão distribuir
esta palavra assim como os ministros das exéquias , vocês
imaginem?”
“Com a graça de Deus começamos aqui este ano na nossa
arquidiocese uma Escola de Coordenadores de catequese, é pequena
tem quarenta vagas, mas o padre Eugenio Pessato que é nosso assessor
da catequese começou e nos disse- ‘não é uma
escola de catequistas, isso tem que ser na paróquia, na Forania,
já que a Diocese não tem condições de fazer
uma escola para todo mundo’. Mas a Forania esta oferecendo uma Escola
de Teologia que fica na Igreja Nossa Senhora do Rosário e quando
estivemos lá outro dia para a visita pastoral conheci um padre
que veio de Curitiba para dar aulas. Então é um trabalho
bonito porque conhecer a palavra de Deus é muito importante porque
às vezes as crianças ou jovens ou adultos mesmo, nos colocam
perguntas que às vezes não sabemos responder, temos que
procurar. Daí que ter o traquejo da palavra de Deus ajuda muito.”
“E para isso tem um segundo livro que é muito importante
que é o Catecismo da Igreja Católica. Há tempo apareceu
uma pessoa lá em casa dizendo: seu bispo eu tenho que dar uma palestra,
o padre pediu para dar uma palestra para os catequistas e nós estamos
dividindo os temas e estudando. Eu disse, mas o padre não pode
dizer os livros ele pode indicar uma bibliografia simples? Bom, mas enfim
qual é o assunto? Então fui pegar o Catecismo, mostrei e
a pessoa disse: ‘nossa seu bispo, mas está tudo ai, que coisa
linda, que livro é este? ’ Catecismo da Igreja Católica.
Ele: ‘Mas eu tenho este livro ‘. (mais risadas). Mas ele fica
lá na estante você nem sabe o que tem dentro.”

“O
Catecismo não é para ser dado, assim por temas, jogar em
cima da criança os temas. Se quiser dar um resumo tem até
resumo, e é muito bom ter isso. Um dia uma senhora me perguntou
no telefone: seu bispo quais são as sete obras da misericórdia?
Eu respondi você tem o livro ai então veja na pagina tal
e tem lá as obras de misericórdia. E a pessoa ficou toda
contente, porque uma criança me perguntou e eu não sabia.
Então o que tem que fazer? Daí que o Catecismo da Igreja
Católica é muito importante porque a primeira parte é
a Fé e o Creio que é analisado artigo por artigo. Depois
tem os mandamentos, depois os sete sacramentos e depois a oração
do Pai Nosso. Então ele nos ajuda muito e é necessário
que a gente quando tiver um tempo para ler, leiamos o Catecismo. Estou
lendo junto com o Carlos (Carlos Roberto dos Santos, coordenador da Comunidade
Católica de Aliança “Jesus te Ama” naquele programa
de rádio que eles têm (a transmissão acontece aos
domingos das 8h as 9.30h na rádio Brasil AM 1270khz e das 10.30h
às 12h na rádio Nova Sumaré AM 832khz), o Catecismo,
sem pretensão nenhuma, todas as manhãs de domingo durante
quinze minutos e já faz oito anos e vamos explicando. Já
estamos agora no sacramento da Crisma e lembrando a importância
do Catecismo da Igreja Católica.”
“Portanto a Bíblia, Catecismo e o terceiro livro importante:
Diretrizes Gerais ou Diretório Geral da Catequese do Brasil. O
Diretório que saiu agora, fazem dois anos e que seria muito importante
estudar na própria paróquia, são diretrizes para
trabalharmos a catequese na nossa paróquia. Por que as vezes a
gente quer desenvolver uma metodologia e não sabe como fazer.E
este livro ajuda a gente nisso. Então os três grandes livros:
a Bíblia, o conhecimento da palavra de Deus, o segundo por questão
de competência o Catecismo senão não teremos a competência.
São Jerônimo chega a dizer que Deus vai perdoar todos os
nossos pecados, nós que nos dedicamos ao ensino, menos o desconhecimento
da palavra porque Ele escreveu uma carta que é a palavra de Deus.Mas
se nós deixarmos guardada ai não pode.“’
“O Catecismo é tão lindo, quando a gente começa
ler, e não é uma coisa difícil não, os exemplos
dos santos que tem lá que coisa maravilhosa. Quando ele fala sobre
a graça de Deus há perguntas que os inquisidores fizeram
a Santa Joana d’ Arc-aquela mocinha que tinha dezessete anos: você
tem certeza que está na graça de Deus ou não está.
Ela pensou ‘bom se eu disser que tenho certeza que estou na graça
de Deus é presunção e se eu disser que não
estou na graça de Deus então vão dizer que sou uma
bruxa mesmo’. Então ela disse: ‘Se eu não estiver
na graça de Deus que Ele tenha piedade de mim, me perdoe e me coloque
imediatamente na sua graça porque sem ela não posso viver
e se eu estiver em graça que ele me conserve’. Olha a resposta
desta jovem. E lá no Catecismo tem muito disso: um texto, depois
a palavra de um santo ou a explicação dos grandes teólogos
da igreja, da tradição antiga da igreja, os textos de São
Crisóstomo tanta coisa bonita, resumido, é claro, porque
o que nós temos é tanta coisa, que beleza!”
“Então estes três livros vão nos ajudar e a
todos aqueles que caminham conosco um verdadeiro caminho da fé.
A catequese é uma catequese continuada porque a gente brinca: todos
estamos na Escola de Jesus e a Escola de Jesus, alguns estão mais
adiantados, outros menos, desde o Joseph Ratzinger até a criança
que está começando agora. Por isso é preciso ressaltar
ainda a importância da escola e da família na vida das crianças.
E outra coisa importante: vamos convidar as famílias para as missas,
participação, mas não vamos colocar nas costas das
crianças um peso que elas não podem carregar, ou seja, obrigá-las
a trazer os pais. Dai a importância e já tenho falado isso
em reuniões, da organização da catequese. Ela deve
ser organizada, mas a organização não pode matar
o espírito. E o que é organização que mata
o espírito? Tem que ser daquele jeito-as inscrições
abrem dia 10 de janeiro e fecham dia 15 de fevereiro. Quem não
veio neste período tchau e benção. É bom que
tenha isso, mas se a pessoa chegou depois do dia 15 de fevereiro? Ah mas
chegou muito tarde, chegou em março !Tem que ter outro catequista
, alguém que se disponha, porque a pessoa está procurando
a igreja.E também tem outra coisa: não podemos esquecer
que Campinas tem muita gente de fora.Quantos de vocês nasceram em
Campinas,mais uma vez levantem as mãozinhas.Olha ai ta vendo? (E
na verdade tem mais gente de fora naquela reunião do que de Campinas).Olha
ai, e se você veio de fora você veio com sua família.Mas
você chegou de fora com sua família...eu gosto de fazer uma
brincadeira. Aqui vocês estão num lugar que não é
o caso, mas em paróquias de periferia a família chega inteira
e não tem data certa para mudar- muda em janeiro, março,
agosto.”
“E ai eu digo assim: tinha uma família que morava longe e
vem para Campinas. O pai participava da igreja, a mãe era coordenadora
de comunidade, o rapaz estava se preparando para a Crisma, a outra para
a primeira Eucaristia, a outra pequeninha estava nos pequeninos do Senhor
e então arranjaram uma casa e o pai disse então: ‘
olha estou arrumando trabalho, mas nós vamos à igreja para
inscrever vocês na catequese. ’ Então lá foi
a família toda para a igreja. E ai vocês me ajudam porque
a família vai cantando: ‘Queremos ver Jesus queremos, ele
é o caminho a verdade a vida, queremos ver Jesus, Jesus!vamos lá
( e todos cantam novamente a musica).Eles estão chegando na igreja
eufóricos e ai chegaram e a secretaria está sentada com
o telefone pendurado, fazendo unhas, sei lá , estava escrevendo.E
ai era mês de junho então ele disse: ‘ eu sou fulano,
somos católicos eu era ministro da Eucaristia lá no Paraná,
esta é minha esposa ela era coordenadora de comunidade, este moço
aqui ó está se preparando para a Crisma, esta menina aqui
está se preparando para a primeira Eucaristia e esta pequena aqui
está nos pequeninos do Senhor e a gente queria inscrevê-los
na catequese!’(Pausa) .Ai a secretaria seriamente responde:’
fecharam as inscrições.’
“E ai a família volta para casa e então o que eles
vão cantar? ‘Nóis queria ver Jesus, queria (risadas)...
mas esta igreja não deixou a gente ver... ’ Ah. Dom Bruno,
mas o senhor esta colocando uma coisa impossível. É possível
sim. Nós temos que organizar nossa catequese de tal maneira que
tenha: primeiro um grupo de catequistas que acolham as pessoas que chegaram
à época certa. Outro grupo que acolha os que vieram fora
de hora. Fora de hora para nós! Mas para eles está na hora-
mudaram para cá ou senão ficaram sabendo depois, ou vieram
de outra comunidade. E ai ainda haveria um terceiro grupo e então
começaria a igreja missionária. ‘Ide pelo mundo todo
e pregai o Evangelho. ’Onde é o mundo todo? A nossa paróquia.
As ruas daqui da paróquia Cristo Rei, visitar as famílias,
perguntar se têm jovens: vocês são católicos,
vocês têm jovens que queiram fazer a preparação
da Crisma, ou tem crianças para o Batismo?
O COMLA 5 (Congresso Missionário Latino Americano ) que aconteceu
em Belo Horizonte em 1995 dizia assim: ‘ Ou a Igreja é missionária
ou não é Igreja de Jesus Cristo ’. Se nós não
somos acolhedores nem para aqueles que nos procuram porque vem fora de
hora, então que igreja missionária é esta?Então
vocês vão pensar: Ah. Dom Bruno quer que bagunce tudo!Não
eu quero que organizem muito bem, mas quero que também se possa
acolher a todos. Então aqueles que vêm na hora de inscrição
que vocês marcaram tudo bem, inscreve, mas não vamos deixar
de acolher as pessoas que nos procuram fora de hora. E ainda: os catequistas
de adultos- porque às vezes Deus pode chamar uma pessoa através
do casamento. Eu tenho orientado muitas vezes a família do noivo
ou da noiva- porque às vezes um ou outro não é muito
de igreja, vem somente com aquela namorada. Mas ai a gente pergunta: você
não comunga e então a pessoa diz que ainda não fez
primeira comunhão. E aqui entram os responsáveis pelos adultos.
E isso precisamos ver bem porque as vezes sabemos só trabalhar
em grupos e não individualmente.”
“E agora vou citar o padre Bush de novo: ele introduziu na paróquia
Nossa Senhora das Dores uma coisa muito interessante que é o seguinte:
para a Crisma cada catequizando tem um catequista, porque isso exige preparação.
Eles têm algumas reuniões juntos, mas os catequizandos adultos
são ajudados pelos catequistas que são chamados Introdutores
aos Mistérios da Fé. Para isso é preciso animar a
comunidade, precisamos contar com as forças vivas da paróquia
e é um trabalho muito dinâmico. É aquilo que Jesus
falava no domingo passado quando ele dizia aos seus discípulos:
‘Ide primeiro as ovelhas perdidas da Casa de Israel. Vocês
não devem ir aos pagãos, vão primeiro as ovelhas
perdidas’. Quantos católicos temos que poderiam nos ajudar
e estão ai sem fazer nada, fica ai a tarde sem ter o que fazer,
vai jogar bingo, não dá sentido á sua vida!Então
é muito importante que os catequistas se organizem na paróquia
de tal forma que a gente acolha as pessoas que nos vem procurar e dar
um outro passo: ir ao encontro daqueles que não nos procuram.”
“Por que quando Jesus no final do Evangelho de Mateus disse assim
- podem ler: ‘Agora eu vou para o Pai e vocês vão,
cada um faz uma sacristia senta lá e fica esperando as pessoas.
Aqueles que vierem na hora certa vocês acolham quem não vier
na hora certa vocês mandam voltar no ano que vem. ’(risadas)
Assim que termina o Evangelho de Mateus (mais risadas). Na verdade vocês
sabem o Evangelho de Mateus acaba assim: ‘ Ide pelo mundo todo,
proclamai o meu Evangelho a toda a criatura. Aquele que crer e for batizado
será salvo , quem não crer será condenado e estarei
convosco todos os dias até o fim do mundo.’Hoje meus irmãos
começam a acontecer coisas na catequese para as quais precisamos
estar atentos. ”
“Por exemplo, vocês convidam a família, devem convidar,
mas às vezes o pai daquela criança não é pai
dela-é marido da mãe daquela criança, por que hoje
em dia temos maneiras bem incomuns de família. Quando fizemos a
visita pastoral no centro na paróquia Nossa Senhora do Carmo uma
catequista me perguntou: ‘ Dom Bruno e quando eu convido a família
de uma criança e ela diz: ‘Não vou poder trazer minha
mãe porque meu pai mora com outro homem. ’ Ou então
a criança diz: ‘ eu posso trazer a tia que mora com a minha
mãe? ’E ai? Vejam como devemos estar preparados para as situações
que vamos encontrar. Respondi para aquela catequista sim ela pode convidar
e eles podem vir e tudo o mais. Mas ai ela contou que a criança
disse que ela gosta deles, mas não é como se tivesse mãe,
quer dizer uma família nos moldes normais. Então ela disse
para a criança agisse de tal maneira que tudo o que ela puder fazer
de bem ela fizesse.”
“Claro-voce não vai falar- seu pai é um... sua mãe
é uma... não falo porque ela está gravando- (ele
se refere ao meu gravador em cima da mesa dele e ai mais risadas). “Não
é verdade? Quem trabalha com escola sabe que está acontecendo
isso, na catequese e a gente sabe que não é esta a proposta
do Evangelho, não é esta a proposta de Jesus Cristo, mas
a gente respeita no sentido em que essas pessoas, vindo a Igreja vão
ouvir o Evangelho. O chamado a conversão é para todos, para
mim, para você, para qualquer um. Não temos que moldar o
Evangelho a nossa vida, temos que moldar a nossa vida ao Evangelho. E
deixar que o Evangelho nos questione porque se ele não nos questiona
cada um vive como quiser. Mas então, concluindo temos que estar
preparados para isso. Estes são os chamados casos difíceis
não é e às vezes tem lá o pai e a mãe,
mas a mãe tem três filhos, mas cada um de um pai. Outro dia
fui a uma comunidade e havia lá um problema porque a catequista
queria porque queria que os pais comungassem com a criança na primeira
eucaristia-não tem condição, nem pode. Então
é preciso saber como falar, como agir nesses casos.”
“Agora vamos fazer um pequeno cochicho, uma pessoa conversa”
e sugere que pessoal se divida em grupos (e afinal foram nove grupos)
para trocarem experiências e na seqüência os catequistas
colocam duvidas. A primeira pergunta de uma das catequistas é sobre
um casal onde um dos parceiros é católico e outro não
“Nossa preocupação é a seguinte: como é
a continuação disso, será que houve conversão,
porque não mudamos a preparação, o curso continuou
sendo o mesmo de sempre.”
Dom Bruno responde: “Então veja- você colocou duas
questões: primeiro existe uma preparação para o sacramento
e esta preparação é para a vida. Eu fico muito preocupado
não só com a questão do casamento e como você
coloca é sem duvida mais preocupante, mas mesmo para a primeira
Eucaristia porque a pessoa acha que está bom, já recebeu
o diploma e tudo bem. Por isso que precisamos descobrir uma maneira da
celebração de tal forma que o final da preparação
do Batismo não fique junto com o final do ano letivo, para não
ficar parecido com encerramento de curso. Crisma, mesma coisa por quê?
Em principio se falava: vocês foram preparados para este dia. Hoje
eu falo: vocês foram preparados para hoje receberem o sacramento
da Crisma para viverem como cristãos. O caso que você levanta
é do casamento- a preparação para os noivos é
uma coisa muito importante, deve ser feita com muita seriedade. Quando
um casal vai casar na igreja católica a outra parte deve saber
quais os compromissos que assume. E ai vai ser o padre que vai conversar
com ela- não é a secretaria, nem o catequista porque essas
questões envolvem a figura do pastor daquela paróquia que
é o padre. Mas o seu questionamento permanece porque nós
estamos fazendo o casamento, mas não estamos dando seqüência.
Ai entraria a pastoral familiar, que vai ajudar essas pessoas a se integrarem
na fé. Há pessoas que vivem muito bem com respeito um ao
outro. Interessante que há pouco tempo atrás o Tony Blair
se converteu a Igreja Católica. O Tony Blair levava a esposa à
igreja católica e ia à igreja anglicana. Depois voltava
pegava a esposa e iam para casa. Quer dizer é um homem de fé,
porque ele ficou conhecido certo, daí a citação dele?
Mas ele se converteu, e ai acredito, que a esposa deu exemplo e tudo o
mais. É como São Paulo diz: que a esposa converta o marido
e o marido converta a esposa.Sem duvida este questionamento é valido
mas não deve ser respondido profissionalmente.”
Outra questão colocada é sobre preparação
de crianças para o batismo sendo elas de família de outras
religiões e até mesmo judeus. O que fazer para saber como
isso terá continuidade e como fazer nesses casos?Dom Bruno diz
que nesses casos têm que haver um acompanhamento pessoal, personalizado
mesmo, pessoas que acompanhem o crescimento na fé desses que pedem
o batismo. “Porque vamos ver o que dizem as palavras do Batismo:
‘ o que pedis à Igreja de Deus? A fé’. O que
a fé: a vida eterna. O que quer dizer a vida eterna? Amarás
o Senhor teu Deus de todo o teu coração e ao próximo
como a ti mesmo. Este é o caminho da vida eterna. Este é
o primeiro dialogo do batismo. Então a pessoa e está pedindo
a fé e nós, com a nossa experiência vamos passar a
fé que recebemos dos apóstolos para esses nossos irmãos.
Então veja como de fato a coisa se torna muito séria porque
é questão da vida. O justo viverá de fé. ”
Outra pergunta que foi colocada foi sobre adultos não casados na
igreja e tem muitas duvidas sobre o que é pecado ou não,
eles questionam isso dizendo: mas eu confesso direto com Deus. Dom Bruno
responde que neste caso há a mediação da igreja,
porque se formos ver bem, lógico que seria mais fácil fazer
isso: eu confesso diretamente com Deus. “Mas não foi isso
que Jesus falou e é interessante que a mediação que
Cristo quis dar a Igreja é impressionante porque ele disse: ‘onde
dois ou mais estiverem reunidos em meu nome estarei com eles’. É
preciso aqui nesses casos mostrar que o sacramento é sacramento
da igreja-voce confessa diretamente com Deus, mas vai receber a Crisma
diretamente com Deus, ai não há problema. Mas isso não
é a nossa fé. Então é preciso mostrar que
a fé passa pela mediação da Igreja e isso foi querido
por Jesus Cristo. Se ele quis isso este é o caminho que ele quis
mostrar. E mostrar que Jesus é o Sacramento do Pai, quem me vê,
vê meu Pai, quem se encontra com as pessoas reunidas se encontra
com Jesus Cristo, olha a importância do testemunho e a Igreja que
tem os sacramentos: o Batismo, Crisma, Eucaristia, a Iniciação,
o Casamento e ai de fato é necessário perder tempo com essas
pessoas no sentido não de querer convencê-las, mas mostrar
a importância da Igreja como uma comunidade de irmãos que
seguem os passos de Jesus.Ou seja, não vamos contestá-los
mas mostrar a beleza e a riqueza da vida cristã.”
Para outras questões levantadas que se referem a detalhes de comportamento
das crianças- que são levadas pelos pais e uma carência
de reuniões de catequistas mais freqüentes, Dom Bruno os aconselha
a convidarem o padre Eugenio da igreja Nossa Senhora Aparecida que é
o coordenador da catequese e algumas Irmãs da instituição
Canossiana que podem ajudar.“É que justamente isso que o
padre Eugenio tem procurado fazer - uma integração da catequese
de toda a Forania”. Outra questão é sobre o período
menor possível para a catequese: pessoas que os procuram querendo
uma preparação rápida. Não seria bom, perguntam
uma padronização neste quesito?
“Uma coisa é unidade, diz dom Bruno e outra é uniformidade
do trabalho. A unidade é boa, a uniformidade é má
porque vocês querem colocar todo mundo na mesma forma. Vocês
conhecem a história da cama de Procusto, um mito grego? Então
o Procusto era um homem muito bom ele recebia todo mundo na casa dele.
Só que ele só tinha uma cama e ai se a pessoa fosse pequena
ele esticava a pessoa até ela ficar do tamanho da cama e se ela
fosse maior, ele cortava partes para ficar certinho na cama. Este mito
explica justamente quando a gente quer uniformizar as coisas - quer dizer
uma cama que todo mundo tem que se encaixar nela. Este não é
o caminho. O caminho é justamente a unidade, porque as pessoas
são diferentes. Quando tenho alguns casamentos bem estranhos em
que a pessoa chega e me diz: ‘ a gente queria fazer o casamento
numa relva, ele ficava me esperando e ai eu chego na carruagem já
tenho os quatro cavalos brancos’ eu digo vocês não
participam da igreja não é?(Risadas) Porque uma pessoa que
tem esses pensamentos não participa da igreja e ai que a gente
vai começar a conversar.Porque isso é mais novelesco do
que outra coisa não faz parte dos ritos da Igreja. ”
“Então eu acredito que nós precisamos dar alguns passos
em busca desta unidade e a visita pastoral está sendo boa para
isso porque todos os catequistas estão conversando com o bispo
e o que vocês estão colocando não são restritos
a vocês. Por isso estou pedindo aos padres que acompanhem os encontros
porque eles estando junto com vocês que fizeram aqueles relatórios
que vieram as minhas mãos. A partir daí eu penso que gente
vai conseguir delinear um pouco. Agora atenção: unidade
não significa uniformidade. Se tivermos uma uniformidade não
daremos espaço para o Espírito Santo agir inspirar coisas
novas. Às vezes não fazemos coisas inspiradas, mas resolvemos
de qualquer maneira e não é isso.”
Outra questão colocada foi das “crianças difíceis”,
irrequietas- o que fazer? Ele responde que para elas é preciso
ter paciência. “Se vocês não tiverem paciência
com crianças assim vocês podem perder um bispo, de repente,
por que eu fui um capeta. O que temos que fazer? Semear a semente, porque
se da terra boa não nascer a boa semente vai nascer mato. Precisamos
então nos esforçar para semear a boa semente porque certa
vez falando sobre isso para pessoas simples no campo eu disse: porque
se não nascer não nasce nada, um senhor respondeu: ‘não
seu bispo, nasce mato.’Então não podemos desperdiçar
a semente que é a Palavra de Deus, precisamos conhecer a Eucaristia,
já que ela é a fonte da vida cristã e fazer da catequese
uma coisa lúdica, não mais uma escola para dar as crianças
e adultos, mas uma preparação que dê o gosto da palavra
de Deus.”
Dom Bruno terminou agradecendo a presença de todos e convidando
para um lanche e fechou o encontro com uma benção. Em seguida
celebrou a Santa Missa na paróquia Cristo Rei.
Homilia
de dom Bruno
na missa do dia 21
Dom Bruno iniciou sua fala saudando a todos que estão acompanhando
a visita pastoral a Forania Nossa Senhora do Rosário e contou seu
roteiro desde o ano de 2007, quando visitou as paróquias de Valinhos,
Vinhedo, Monte Mor, Elias Fausto, Sumaré, Hortolândia e Paulínia
e agora desde o inicio do ano de 2008, quando tem ido às paróquias
da cidade de Campinas. Falou ainda da alegria que sentia em falar com
os irmãos leigos e com seus queridos padres que o tem acompanhado
nas diversas comunidades e todos os irmãos e irmãs dos diversos
ministérios que tem também estado presentes e da importância
deste momento. Continua dizendo que naquele dia à tarde, das 17h
às 19h estivera com os catequistas ali no Salão Paroquial
da igreja de Cristo Rei registrando o trabalho maravilhoso que fazem que
é o anuncio da palavra de Deus através da sua experiência
de vida, da sua experiência com o contato com a palavra de Deus.

“E
hoje a palavra de Deus nos fala justamente disso: não tenhamos
medo de anunciar o Evangelho, de sermos seguidores de Jesus Cristo, mesmo
com a perseguição. E a primeira leitura é o profeta
Jeremias que dá testemunho dizendo que ele foi perseguido: ‘vamos
persegui-lo, vamos matá-lo’. ‘Mas eu coloquei no Senhor
a minha confiança. ’ Depois Jesus Cristo vem no Evangelho
e diz: ‘não tenham medo daqueles que matam o corpo, mas nada
podem fazer a alma’. Isso porque Deus toma conta de nós de
tal maneira que até os cabelos de nossa cabeça estão
contados. Como Deus nos ama! E na segunda leitura São Paulo faz
uma grande revelação: por que o mal entrou no mundo? O mal
entrou no mundo por causa do pecado. O pecado é a desgraça,
mas se a desgraça entrou no mundo pelo pecado a graça entrou
no mundo por Jesus Cristo. Por isso meus irmãos, é muito
importante que percebamos uma coisa - também nós, como São
Paulo diz, pecamos, fomos também mordidos, picados pela serpente
do mal.E carregamos dentro de nós as conseqüências do
pecado.Quantas vezes nos descobrimos com pensamentos de vingança
com desejos terríveis.Nós somos capazes de muita maldade
e graças a Deus Ele tem nos segurado porque senão nós
somos capazes de fazer coisas que as vezes lemos nos jornais, vemos na
televisão e ficamos abismados.Mas sabendo que Deus nos conhece
como filhos e como filhas, sabendo que por nós morreu Jesus Cristo
na cruz, nós podemos anunciar no mundo o perdão.Para que
nos sintamos amados por Deus, levantados dos nossos pecados , das nossas
imundícias pelo próprio Deus.Quando no Creio rezamos: desceu
a mansão dos mortos isso significa que Deus desce até o
mais profundo das nossas almas e pelo batismo começamos a viver
uma vida nova.”Termina dizendo que é isso que devemos anunciar:
“que há um só Senhor que é Jesus Cristo e daí
que o cristão deve ser sinal no mundo, sinal de perdão e
de misericórdia.”
Fabiola
e Fernando Viegas , os fotógrafos
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