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Visita
a paróquia de Nossa Senhora de Lurdes Ana Lúcia Vasconcelos
No dia 20 de junho de 2008, sexta feira, Dom Bruno visitou a Paróquia de Nossa Senhora de Lurdes e concelebrou a missa com os padres: dom Mauro de Souza Fernandes, OSB da Igreja São Paulo Apóstolo, padre Pedro Piacente da Paróquia Nossa Senhora das Graças, padre Paschoal Brasilino Canôas-pároco, cônego Luiz Carlos da Fonseca Magalhães, da Paróquia Cristo Rei e padre Fernando Garavaglia, CMF da Paróquia Nossa Senhora do Rosário para tratar do Ministério da Coordenação. Como sempre fazia, cumprimentou os sacerdotes presentes. As leituras foram Leitura (2 Reis,11,1-4.9-18.20), Salmo(132/131) e Evangelho(Mateus 6, 19-23).
Na homilia iniciou falando dos cinco ministérios abordados nas
visitas as paróquias durante a semana e a reflexão realizada
após cada celebração, lembrando aquela noite seria
dedicado ao Ministério da Coordenação, mais exatamente
o Conselho Pastoral. Como sempre fazia, quis saber quem estava naquela
igreja pela primeira vez e recordou que formamos uma única Igreja
com muitos interesses, mas somos irmãos iluminados pela mesma luz
aqui simbolizada pela vela. “Temos o mesmo Pai, o mesmo Espírito
que é Cristo Ressuscitado. E hoje a palavra nos fala: não
junteis tesouros na terra onde a traça e a ferrugem destroem, ao
contrário juntai para vós tesouros no céu. E mais
adiante: por que onde está o teu tesouro ai está o teu coração”.
E então lembrou a importância de celebrar com os irmãos,
celebrar em comunidade. Agradeceu a ajuda de todos os leigos e leigas,
em particular a presença das Irmãs Canosianas, “enfim
de todos que ajudam os nossos padres”. Ministério da Coordenação
NOSSAS COORDENAÇÕES DE PASTORAL E OU CONSELHOS: 1. São espaços de comunhão, participação e co-responsabilidade na condução da Igreja? • Sim, há comunhão, porém ainda precisam crescer na participação e co-responsabilidade. • Falta planejamento maior integração entre as pastorais, falta ainda avaliação das pastorais. • A área geográfica paroquial ficou comercial. As pastorais encontram dificuldades no relacionamento com os paroquianos que moram longe. • As pastorais se empenham em divulgar a palavra de Deus e não só divulgar, mas viver a palavra, com atos de amor e caridade a todos que vêm a essa igreja com necessidades, destacando-se a catequese e vicentinos. • Precisamos aprimorar mais a participação entre as comunidades, porque somos uma só Paróquia. • A nossa Paróquia é bem estruturada, pois é formada de 30 grupos de pastorais e equipes de trabalho. Existe um “caminhar” com muita responsabilidade e um bom desenvolvimento dentro de cada pastoral, mas sentimos que poderíamos ter uma maior presença, participação, comunicação e comunhão entre elas. Uma “cobrança” maior, exigindo presença mais assídua às reuniões de coordenadores, poderá melhorar a participação. Há falta de motivação e de um maior comprometimento por parte de alguns leigos. Sente-se também a falta de uma integração com algumas equipes de serviço, como a de Alfabetização de Adultos, Capoeira e Ginástica. Sugere-se que estas equipes sejam conectadas com alguma pastoral, a qual se incumbiria de prestar o apoio necessário e faria o elo entre essas equipes de serviço e a Paróquia, mantendo-as assim, mais integrados à comunidade. • Sim, as decisões são participativas e democráticas. • Espaço tem, mas nem sempre é bem aproveitado. Dá-se espaço para as pessoas se pronunciar e na reunião não se pronuncia, acabando por fazê-lo em grupos isolados. São atitudes praticadas tanto em nível paroquial como local. Falta noção de qual é o “papel” do coordenador e as responsabilidades que lhe compete. 2. Estão auxiliando a Igreja a caminhar atenta aos desafios de nossa sociedade? • Ainda deixam a desejar neste aspecto. Os grupos conversam sobre os problemas, vão de encontro às pessoas, porém, ainda falta uma consciência maior sobre os problemas sociais e uma participação mais efetiva. Na medida do possível isto acontece, como por exemplo, a participação no plebiscito sobre o desarmamento, a consulta sobre a participação da “Vale do Rio Doce”, a preservação do meio-ambiente, o cuidado com a água, a importância do material reciclável. • Sim, dá atenção, orientação e instrução aos que procuram a Paróquia. • Sim, o CPP vê como um desafio receber os casais que buscam a Igreja para o matrimônio, já que eles representam as famílias de amanhã. • A pastoral dos noivos esclarece que muitos nubentes que procuram a Igreja, não são batizados e/ou não fizeram ainda a Primeira Comunhão. Que se depara com variáveis de formação individual, cultura, política, origem familiar, sociedade, trabalho e etc. Que em todos os casos está sempre atenta para responder e orientar como Igreja. • Em razão da realidade social e econômica do bairro, alguns projetos sociais estão sendo desenvolvidos, direcionados a essa classe excluída: alfabetização de adultos compra de material de construção para uma família na periferia, doação de enxovais para bebês entregues à Pastoral da Criança, doação de produtos de higiene pessoal à Pastoral Carcerária, doação de cestas básicas, roupas, brinquedos, material escolar, para duas creches da periferia com a participação de voluntários. • Sim, pelo fato de alguns membros se empenharem demais e outros nem tanto. Não, porque todas as vezes que se organizam eventos relacionados aos desafios de nossa sociedade, a participação é minoritária, mesmo diante de muitos convites feitos à comunidade. • Deixa um pouco a desejar. Tem-se certa vontade, mas ainda há falhas, falta de consciência dos coordenadores de perceber essa necessidade. Os coordenadores precisam ter dinamismo e mesmo vocação para a função. 3. Buscam a unidade com a Igreja Arquidiocesana? • Sim. Mais especificamente ligado ao 6° PPO, os Conselhos procuram incentivar a formação em todas as pastorais; procuram dar espaço a leigos/as para que assumam seu lugar na comunidade; buscam incentivar a solidariedade, sobretudo com os pobres e doentes. Porém, o que se questiona é a carência de divulgação em tempo hábil dos eventos realizados pela Arquidiocese. • Sim. Está sempre de acordo com a Arquidiocese. Está se envolvendo e participando mais dos eventos. • Sim. Todavia o CPP e CAP ainda são novos como autonomia e consciência da missão. Buscam dinamizar a iniciativa da Igreja com as Coordenações, Padre e Arquidiocese. • Os leigos para cumprirem sua missão precisam de adaptação, com formação e aprimoramento que exigem tempo, para a caminhada junto com a Arquidiocese. A Assembléia Paroquial antigamente reunia cerca de 60 pessoas. Atualmente reúne menor número de paroquianos. • Buscamos a unidade através das diretrizes do plano de pastoral, que tem como base a Revisão Ampla. • Os representantes na Forania trazem sempre para a Comunidade, todas as orientações emanadas pela Coordenação Arquidiocesana de Pastoral, pela Colegiada da Forania e outros organismos diocesanos. Essas orientações são, na medida do possível, repensadas pelo Conselho Paroquial de Pastoral e encaminhadas às equipes da Comunidade. • Sim, procuramos sempre estar em sintonia com a orientação da Arquidiocese. A prática, às vezes, é difícil por falta de recursos humanos, material e/ou financeiro. 4. Percebem-se alguns sintomas contrários: autoritarismo, acúmulos de funções, falta de agentes, decisões não compartilhadas, centralização das decisões, sobrecargas de alguns diante do comodismo de muitos? • Constatamos falta de agentes, por medo, comodismo, ou falta de consciência, com a conseqüente sobrecarga de alguns. Há dificuldade de assumir responsabilidades. Quanto ao autoritarismo, muitas vezes isso se manifesta em pessoas que se sentem donas da função que ocupam. • Não tem decisão compartilhada e existe centralização. A falta de agentes leva ao acúmulo de funções. Existe a sobrecarga de funções. Não é percebido autoritarismo. • É preciso ressaltar que o voluntariado é diferente da mística cristã. O compromisso social e financeiro é exigente na sociedade moderna. Os encargos modernos assumidos dificultam a motivação das pessoas para uma participação mais efetiva segundo a mística cristã. • Há acumulo de funções. Necessitamos de mais pessoas em várias pastorais, especialmente na catequese, no canto e nos Vicentinos • Sofremos sobrecarga pela falta de agentes, por isso muitos acumulam funções, existe comodismo por parte da comunidade e por conseqüência temos decisões não compartilhadas e autoritarismo. • Percebemos sim os sintomas contrários, pois a sobrecarga de trabalho de alguns diante do comodismo de muitos e acabam-se tomando algumas decisões autoritárias. • Há uma dificuldade muito grande na rotatividade de coordenadores das Pastorais e Equipes. • Sim, acúmulos de funções, comodismo e falta de agentes. Foram constatadas criticas descabidas de pessoas não comprometidas com a paróquia. • Sim. Ressaltando que a falta de confiança das pessoas em seus coordenadores gera o acúmulo de funções de outras e, ainda, poucos querem assumir responsabilidade. 5. Há pessoas apegadas ou obcecadas a cargos e funções como donos da mesma função que exercem? • Sim, mas não de forma geral. O que acontece é que muitas vezes não se encontra substituto para certas funções, e a mesma pessoa ficando por muito tempo pode criar certos embaraços. • Sim, apegados, mas não obcecados. Isto ocorre entre os membros da Paróquia e não acontece entre os coordenadores. • Sim, o que falta é um coordenador geral o “coordenador profeta”, que venha unir nossas pastorais, formar outras pastorais que necessitamos e organizar nosso trabalho para que ele realmente tenha frutos para o reino, sempre em sintonia com nosso querido Pároco, pois sabemos como ás vezes ele fica sobrecarregado. • Sim. Algumas até saem da Igreja se deixam de ocupar um cargo ou função que acreditava ser delas. Outras não chegam a sair, mas colocam defeito no serviço de seu substituto. Mas também existem pessoas que amam o que fazem e que sentem prazer em repassar seu conhecimento para outros, pois na ausência de um, outro pode assumir com igual ou maior competência • Tem sido um desafio para a Igreja convocar novos membros para colaborarem nos trabalhos das pastorais paroquiais. Há uma renovação de lideranças paroquiais muito tímida. • Há e muitos, pois as pessoas confundem cargo e função com o serviço prestado a comunidade.
Como fazia sempre antes de cada reunião dom Bruno iniciou a avaliação
do relatório invocando a luz do Espírito Santo cantando:
A nós descei divina luz e pedindo as bênçãos
de Maria Santíssima. Na seqüência passou para esclarecimentos
como: o Conselho Paroquial é presidido pelo padre, mas ele não
pode fazer isso sozinho, precisa da ajuda dos leigos que atuam nas diversas
pastorais e que tem sua convergência nas Pastorais de Coordenação,
CPP e CAP para construir a Igreja de Cristo. Da mesma forma o bispo precisa
da ajuda dos padres porque a Diocese é entregue ao bispo e seus
presbíteros. E já indo para a primeira questão: as
pastorais são espaços de comunhão, participação
e co-responsabilidade na condução da Igreja? Recebemos dons
e carismas do Espírito Santo Como estamos fazendo uso deles? “Deus
dá carismas,” ele diz e São Paulo escrevendo para
a Igreja de Corinto disse que não nos falta nenhum carisma. Mas
o que acontece às vezes-os conselhos paroquiais são espaços
de comunhão? ”
Aliás, é muito fácil ficar descontraído perto
de Dom Bruno que é a simpatia personificada. No final como sempre
ele dava a benção a todos e neste dia o padre Canôas
passou a vela simbólica para o cônego Magalhães já
que no dia seguinte, sábado, o arcebispo estaria novamente na paróquia
de Cristo Rei para um encontro especial com os catequistas e na seqüência
para a missa.
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Jornalista Ana Lucia Vasconcelos Web designer-Edson Souza
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