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Visita a Paróquia
Nossa Senhora do Rosário

dia 17 de junho de 2008


Ana Lúcia Vasconcelos


No dia 17 de junho de 2008, terça feira, Dom Bruno visitou a Paróquia Nossa Senhora do Rosário e concelebrou a missa com os padres João Batista da Capela São Tomas de Aquino, dom Mauro de Souza Fernandes, OSB da Igreja de São Paulo Apóstolo, padre Pedro Piacente, da Paróquia Nossa Senhora das Graças, padre Paschoal Brasilino Canoas da Nossa Senhora de Lourdes, padre Fernando Garavaglia, pároco, cônego Luiz Carlos da Fonseca Magalhães da paróquia de Cristo Rei e padre José Maria clateriano da Nossa Senhora do Rosário para tratar do Ministério da Administração. As leituras foram Leitura (1 Reis 21,17-29); Salmo (51/500 e Evangelho(Mateus 5,43-48).Na seqüência ele falou com os agentes de pastoral responsáveis pelo Ministério da Administração comentando as seguintes questões e respostas do Relatório Final .


Ministério da Administração


Foco: O cuidado do rebanho de Deus que nos foi confiado de forma a desempenharmos com generosidade e responsabilidade a administração dos bens, em vista da missão da Igreja.

1. Existe na Paróquia o Conselho Paroquial de Assuntos Econômicos (CPAE)? No seu funcionamento, supervisiona / integra a administração de pessoal e econômica de todas as Comunidades da Paróquia?

Não:

• Existe um conselho, porém não tem participação ativa nos assuntos econômicos da paróquia. O CPAE não tem atuação efetiva, tornando se uma constituição pró-forma.

Sim:

• Existe, supervisiona, integra a administração de pessoal de todas as Comunidades e Matriz. As normas da Arquidiocese são seguidas. Existe integração de todas as Comunidades.

2. Como têm sido as prestações de Contas Mensais (Balancete Mensal) referente à Matriz e Comunidades conjuntamente?

O Balancete mensal é enviado à Cúria regularmente e uma cópia fica na secretaria.

Mensalmente há prestação de contas de todas as Comunidades com a Matriz e da Matriz com a Arquidiocese, por meio de formulários e padrão estabelecidos pela Arquidiocese de Campinas. Os formulários das Comunidades são enviados para Matriz (Tesoureiro Paroquial) e depois são enviados para Arquidiocese.

Os balancetes são entregues mensalmente no setor administrativo e contábil da Arquidiocese de Campinas. Os bens existentes estão compatíveis com a declaração do Imposto de Renda.

Na secretaria tudo o que entra ou sai, em dinheiro e em espécie, é registrado no livro caixa. O balancete do mês é enviado para a tesouraria da Cúria, até o mês seguinte junto com os recibos. Não são feitos balancetes mensais para serem afixados em quadros, mas o livro caixa fica á disposição da comunidade. O conselho não tem conhecimento e participação na organização dos balancetes. Também não temos um coordenador do CPAE.

A prestação de contas é mensal, através de registros de receitas e despesas em uma planilha contábil, que é aprovada e assinada pelo pároco, e entregue na Cúria.

Tem sido feito todo o mês, fixado no quadro de avisos da Paróquia e enviado à Cúria. As prestações de contas e relatórios são semanais. Todos os pagamentos são efetuados com cheque e os balancetes enviados com extrato bancários, devidamente conferidos e conciliados, para a Cúria Diocesana.

A dificuldade existe no cumprimento dos prazos por parte das Comunidades. Este ano foi criado uma forma de prestação de contas que, espera-se, irá solucionar esta dificuldade.

Com algum atraso, mas estão sendo regularizados.

3. Tem-se o cuidado de manter atualizado o Livro Tombo, com o histórico da Paróquia e das Comunidades?

Não:
• O Livro Tombo foi perdido na enchente de 17/02/2003.
• A Paróquia nunca teve Livro Tombo e ainda hoje não tem.
• Algumas Comunidades afirmam não existir tal livro, portanto, não existe registro de sua história.

Sim:
• Existe um único Livro Tombo para Matriz e para todas as Comunidades. É responsabilidade da Matriz mantê-lo atualizado.

• O Livro Tombo existe e é semanalmente atualizado pelo pároco. Uma equipe de leigos está levantando os dados da origem histórica da paróquia para complementar os registros.

• O Livro Tombo é de responsabilidade do pároco e o mesmo pronunciou, em reunião da Visita Pastoral, que o Livro Tombo tem sido atualizado constantemente.

• Além da Paróquia, algumas Comunidades possuem o Livro Tombo, embora não observem se os responsáveis em realizar o registro o estão realmente fazendo.

4. Tem-se o cuidado de manter atualizado o Livro dos Registros Patrimoniais móveis e imóveis da Paróquia e das Comunidades?

Não:

• Não existe registro dos bens móveis.

• A equipe atual do CAP desconhece a existência de Livro de Registro Patrimonial no passado.

• O CPAE não tem conhecimento da existência do livro dos Registros Patrimoniais móveis e imóveis da Paróquia.

• Algumas Comunidades não sabem a quantidade de bens móveis que possuem. Existe um projeto de registro patrimonial móvel a nível paroquial, que não foi implantado por falta de recurso financeiro, mas que será retomado o mais breve possível.

• O Registro existe, mas não o controle que está sendo providenciado.

Sim:
• Com certeza, foi comprado um livro próprio e a atualização segue o padrão exigido pelo regime contábil arquidiocesano.

• Até então inexistente, o Livro de Registros Patrimoniais foi elaborado pelo pároco no ano de 2007. Nenhum leigo está envolvido em sua atualização. Está sob a responsabilidade do Pároco.

• Atualmente os relatórios patrimoniais dos bens móveis e imóveis da Paróquia têm sido feitos e mantidos atualizados.

• O registro patrimonial dos imóveis está sendo realizado.

• Atualmente o livro de registro patrimonial dos imóveis está sendo atualizado. Quanto aos móveis estão em fase de preparação em algumas comunidades.

Avaliação e propostas
de Dom Bruno


Pedindo a luz do Espírito Santo para encher os corações dos presentes Dom Bruno iniciou sua avaliação deste Ministério da Administração tão importante lembrando o objetivo dele, seu foco: o cuidado do rebanho que nos foi confiado de forma a desempenharmos com generosidade e responsabilidade a administração dos bens, em vista da missa da Igreja. Sim, porque ele diz, quando chegarmos diante do Senhor ele vai nos pedir para prestarmos contas da nossa administração, especialmente para os padres. Dai a necessidade desses bens: dinheiro, obras, que nos foram confiados, serem administrados com grande seriedade já que elas visam à evangelização.
Registra sua felicidade em estar falando sobre isso e diz não ter medo de colocar as contas da arquidiocese para quem quiser ver, mas tem receio de colocar as contas das paróquias já que nem todas têm os documentos de acordo, nota a falta de coisas importantes, documentos que, no entanto podiam estar corretos já que arquidiocese - e é sua missão, tem toda a estrutura para que as paróquias funcionem de modo correto. Passando para a primeira questão do relatório: há na paróquia o conselho Paroquial de Assuntos Econômicos (CPAE) e no seu funcionamento, ele supervisiona, integra a administração de pessoal e econômica de todas as comunidades da paróquia, verifica que as respostas não são todas positivas sendo que em algumas este Conselho existe, mas sem uma participação ativa dos seus componentes havendo apenas uma constituição pró-forma.
“Isso não pode ser. As normas devem ser seguidas e ele chama a atenção para a questão das pessoas que trabalham na paróquia contratadas ou como voluntários. Esta questão é séria porque mesmo os voluntários devem ser registrados, ou seja, a pessoa precisa assinar um documento especial para tal serviço. O cuidado é necessário por que há muitos casos de voluntários, pessoas amigas do padre, antigas da Igreja e que sempre fizeram aquele trabalho seja de faxina ou na cozinha ou outros e são tão boas, e quando muda o pároco elas vão ao Ministério do Trabalho em busca de direitos e daí tudo isso recai sobre a Cúria. Dai a necessidade da administração do pessoal: todos têm que ser registrados. Se um voluntário trabalha para a igreja com regularidade ele adquire vinculo empregatício daí que é melhor gastar um pouco agora, do que ter dor de cabeça depois quando a pessoa for à justiça e a Cúria tiver que arcar com tudo.” Por isso ele insiste que esta questão tem que ser levada a sério por todos os padres e todos os funcionários da paróquia devem estar devidamente registrados de acordo com a legislação.
Passando para a outra questão: a prestação de contas ele diz que exatamente nesta parte da Forania Nossa Senhora do Rosário não há este problema por não haver capelas ligadas às paróquias. Mas o problema é comum nas comunidades que tem muitas capelas, e o dinheiro em geral fica na conta do tesoureiro ou na sua conta pessoal. Então uma pessoa que ganha um modesto salário de 500 reais de repente aparece com 18 mil na conta e daí? O Imposto de Renda vai lá e a Cúria tem que prestar contas. Por que ele explica que a Igreja não paga imposto de renda, mas tem que prestar contas de tudo que acontece. E ele diz que isso se chama laranja, na linguagem popular e não pode acontecer. Em resumo: o dinheiro não pode ficar em contas bancárias de quem quer que seja, mas nas contas da igreja, em caixa comum especialmente para que todas as pastorais possam ser beneficiadas.
Passando para a questão do balancete Dom Bruno reitera a necessidade deste ser feito mensalmente e enviado para a Diocese com extrato da conta bancaria da paróquia. Uma cópia fica na paróquia e outra vai para a Cúria já que há uma norma da constituição fiscal brasileira que precisamos obedecer. Se houver, por exemplo, uma conta na paróquia e uma conta de poupança é preciso entregar tudo isso ao Imposto de Renda. Ele diz que é a favor de uma fiscalização de todas as igrejas do Brasil porque nosso povo é muito pobre e ele se pergunta de onde vem o dinheiro para esses templos evangélicos luxuosos? “Nós cristão católicos devemos dar o exemplo, precisamos ser claros, é preciso ter lisura total.”
No começo do ano, ele explica, todas as paróquias recebem carta circular contendo os documentos necessários que devem ser enviados à Arquidiocese, especialmente as comunidades que tenham CNPJ e como estamos numa paróquia dos padres claterianos ele aproveita para citar o exemplo do que deve acontecer. “Há bens aqui que são dos padres claterianos, da entidade, da congregação e outros que são da igreja e isso deve constar dos documentos: a parte dos claterianos e a parte da Diocese.” E ainda e isso vale para todas as paróquias: o balancete não deve ser afixado em murais porque isso tem ocasionado o assassinato de padres, roubos de casas paróquias porque as pessoas vêm aquilo lá e acham que o dinheiro está com o padre. Daí que todo dinheiro deve estar em contas da igreja, se houver uma paróquia que tenha uma caixa com, por exemplo, dois mil, outra com três mil e outra com quatro mil reais, deve-se juntar tudo numa conta só. “Isso tem salvado muitas paróquias de periferia.”
Dom Bruno lembra que no dia seguinte, dia 18 de junho de 2008, irá visitar as secretarias das paróquias de Cristo Rei e Nossa Senhora de Lourdes e quer ver o Livro Tombo, o Livro de Batismo, de Casamento-original e cópia e Livro de Registros Patrimoniais, Contabilidade e do Dizimo aproveitando a deixa para entrar na questão seguinte que trata justamente desses livros. Verifica no relatório da Forania que muitas paróquias não têm Livro Tombo. “Isto é muito ruim porque o Livro Tombo é de responsabilidade do padre. Vejam sou eu quem faz o Livro Tombo da arquidiocese com os acontecimentos mais importantes das paróquias.”
É preciso ainda um Livro para registro dos imóveis da paróquia com cópia sendo que todos os bens têm que ter escritura com. Por exemplo, este salão paroquial é da paróquia ou da congregação?Isso tem que estar registrado neste livro inclusive com os móveis, tantos ventiladores, etc. O mesmo vale para as Casas Paroquiais. É preciso registrar tudo que é o padre e o que é da paróquia porque agora com a morte dos párocos há às vezes problemas com a família destes. Houve um caso em que a família de um padre levou tudo embora no dia do enterro. E foi um trabalho reaver tudo que era da paróquia, mas isso foi possível porque tudo estava registrado, o padre um alemão bem disciplinado havia colocado tudo no Livro Tombo.
Então como proceder quando os padres quiserem, por exemplo, doar suas coisas pessoais? Devem fazer uma declaração do que querem doar e do que é da igreja com firma reconhecida do contrario o trabalho todo recai novamente na Cúria que tem que ir lá com o fiscal e esclarecer tudo. Dom Bruno conta que ele já tem uma dessas declarações- tudo que é dele ele vai doar para os pobres, quanto aos seus paramentos quem quiser pode pegar e no mais ele diz não ter nada- o carro esta no nome da igreja, a casa também.
Enfim reafirma a importância do Livro Tombo com o registro de todos os bens-móveis e imóveis porque quando chega outro padre na paróquia e de repente tem lá um apartamento e ele quer ver. E o apartamento já não existe, foi vendido. Cita casos de paróquias ainda como a do Sagrado Coração de Jesus que tem uma fundação. “Na verdade o que ocorre ali é que tudo é da paróquia e a Fundação utiliza. Nestes casos há que se fazer um contrato chamado comodato.” Daí a importância de ser ter tudo registrado para que quando um padre passar a paróquia para outro tudo estar em ordem, contabilizado, anotado nos livros com cópias na Diocese. “Tem gente pronta na Diocese para dar todas essas informações e instruções inclusive há um formulário próprio para cada coisa. Agora é expressamente proibido depositar dinheiro da igreja nas contas particulares dos padres – bens que foram vendidos têm que ter baixa no livro e para tal os padres devem ter pessoas que colaborem nessas questões, até especializadas, considerando que eles não podem resolver tudo sozinhos. E mais: o livro de bens tem que ter um termo de abertura e de encerramento que é feito pela Diocese, sendo que no livro de Atas é o próprio padre que faz a abertura.
Lembra que há um documento chamado codicilo que significa ato escrito de ultima vontade no qual se pode fazer, colocar as ultimas disposições, vontades dos padres quanto ao seu enterro, se quer legar móveis, roupas e outros objetos pessoais que é um documento simples com determinação de usufruto de bens que pode ser registrado no Cartório de Títulos. Tudo isso deve ser providenciado, ele diz, para que no futuro não haja problemas como muitos que já presenciou que envolvem conflitos entre familiares mal esclarecidos sobre os referidos bens. Conta que recentemente teve que ir a Cidade Judiciária para assinar o testamento do padre Pessoto.
Alerta ainda para os cuidados com o caseiro ou caseiro, horas extra, adicional, tudo deve ser contabilizado e ainda finalizando, lembra de casos de padres que tiveram suas contas bloqueadas por problemas anteriores de cheques sem fundo-esses cheques pré datados que é comum a pessoa esquecer o ultimo a ponto de acontecer casos de contas bloqueadas por falta de alguns reais quando na verdade o gerente que conhece os padres poderiam avisar, pagar. “Enfim é preciso tomar muito cuidado com isso porque há uma má vontade das pessoas em geral com a Igreja Católica
Por isso ele diz: “Bem aventurados os que constroem a casa de Deus e malditos os que a destroem e ainda: cuida da casa de Deus que Deus cuida da tua casa e lembra-se da fala de Jesus se referindo àquela mulher que colocara duas moedinhas de esmola e na verdade deu mais que todos porque deu tudo que possuía. E completou dizendo para cuidarmos de cada centavo do dinheiro da igreja e recorda que Jesus fez varias alusões a ele durante suas pregações: você não pode servir a dois senhores, a Deus e ao dinheiro. “Sobre Santa Tereza D’Ávila que fez as reformas do Carmelo, dos conventos das carmelitas no século XVI) um seu contemporâneo falou:”Tereza sozinha é uma coitada, Tereza com Deus é uma força e Tereza com Deus e com dinheiro é uma potencia.”
A reunião foi encerrada com a passagem da vela simbólica da visita Pastoral de Dom Bruno, pelo padre Fernando ao padre Magalhães e na seqüência como sempre todos foram convidados para um lanchinho.

 

 

 

 

 

 

 

 

Jornalista Ana Lucia Vasconcelos

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