Qual deve ser a nossa resposta
aos terríveis escândalos na Igreja?
__________________
Sobre a pedofilia na Igreja Católica
__________________
O Crucifixo do Haiti
que ficou intacto__________________
Santa Margarida Maria e o carnaval
__________________
Aparições da Virgem em Medjugorje
ganha importante aliado
__________________
Vós sois o sal da Terra a luz do mundo
__________________
É possível batizar as crianças abortadas
E você pode fazer isso
__________________
A importância da Missa e da Eucaristia
__________________
5º Domingo da Quaresma – 09.03.2008
__________________
Páscoa é
Passagem para a Vida
__________________
Não Matarás
Dom Benedicto de Ulhôa Vieira
__________________
Voltar
|
Visita
a Paróquia
Nossa Senhora do Rosário
dia
17 de junho de 2008
Ana Lúcia Vasconcelos
No dia 17 de junho de 2008, terça feira, Dom Bruno visitou a Paróquia
Nossa Senhora do Rosário e concelebrou a missa com os padres João
Batista da Capela São Tomas de Aquino, dom Mauro de Souza Fernandes,
OSB da Igreja de São Paulo Apóstolo, padre Pedro Piacente,
da Paróquia Nossa Senhora das Graças, padre Paschoal Brasilino
Canoas da Nossa Senhora de Lourdes, padre Fernando Garavaglia, pároco,
cônego Luiz Carlos da Fonseca Magalhães da paróquia
de Cristo Rei e padre José Maria clateriano da Nossa Senhora do
Rosário para tratar do Ministério da Administração.
As leituras foram Leitura (1 Reis 21,17-29); Salmo (51/500 e Evangelho(Mateus
5,43-48).Na seqüência ele falou com os agentes de pastoral
responsáveis pelo Ministério da Administração
comentando as seguintes questões e respostas do Relatório
Final .

Ministério da Administração
Foco: O cuidado do rebanho de Deus que nos foi confiado de forma a desempenharmos
com generosidade e responsabilidade a administração dos
bens, em vista da missão da Igreja.
1.
Existe na Paróquia o Conselho Paroquial de Assuntos Econômicos
(CPAE)? No seu funcionamento, supervisiona / integra a administração
de pessoal e econômica de todas as Comunidades da Paróquia?
Não:
•
Existe um conselho, porém não tem participação
ativa nos assuntos econômicos da paróquia. O CPAE não
tem atuação efetiva, tornando se uma constituição
pró-forma.
Sim:
•
Existe, supervisiona, integra a administração de pessoal
de todas as Comunidades e Matriz. As normas da Arquidiocese são
seguidas. Existe integração de todas as Comunidades.
2.
Como têm sido as prestações de Contas Mensais (Balancete
Mensal) referente à Matriz e Comunidades conjuntamente?
O
Balancete mensal é enviado à Cúria regularmente e
uma cópia fica na secretaria.
Mensalmente
há prestação de contas de todas as Comunidades com
a Matriz e da Matriz com a Arquidiocese, por meio de formulários
e padrão estabelecidos pela Arquidiocese de Campinas. Os formulários
das Comunidades são enviados para Matriz (Tesoureiro Paroquial)
e depois são enviados para Arquidiocese.
Os
balancetes são entregues mensalmente no setor administrativo e
contábil da Arquidiocese de Campinas. Os bens existentes estão
compatíveis com a declaração do Imposto de Renda.
Na
secretaria tudo o que entra ou sai, em dinheiro e em espécie, é
registrado no livro caixa. O balancete do mês é enviado para
a tesouraria da Cúria, até o mês seguinte junto com
os recibos. Não são feitos balancetes mensais para serem
afixados em quadros, mas o livro caixa fica á disposição
da comunidade. O conselho não tem conhecimento e participação
na organização dos balancetes. Também não
temos um coordenador do CPAE.
A
prestação de contas é mensal, através de registros
de receitas e despesas em uma planilha contábil, que é aprovada
e assinada pelo pároco, e entregue na Cúria.
Tem
sido feito todo o mês, fixado no quadro de avisos da Paróquia
e enviado à Cúria. As prestações de contas
e relatórios são semanais. Todos os pagamentos são
efetuados com cheque e os balancetes enviados com extrato bancários,
devidamente conferidos e conciliados, para a Cúria Diocesana.
A
dificuldade existe no cumprimento dos prazos por parte das Comunidades.
Este ano foi criado uma forma de prestação de contas que,
espera-se, irá solucionar esta dificuldade.
Com
algum atraso, mas estão sendo regularizados.
3.
Tem-se o cuidado de manter atualizado o Livro Tombo, com o histórico
da Paróquia e das Comunidades?
Não:
• O Livro Tombo foi perdido na enchente de 17/02/2003.
• A Paróquia nunca teve Livro Tombo e ainda hoje não
tem.
• Algumas Comunidades afirmam não existir tal livro, portanto,
não existe registro de sua história.
Sim:
• Existe um único Livro Tombo para Matriz e para todas as
Comunidades. É responsabilidade da Matriz mantê-lo atualizado.
•
O Livro Tombo existe e é semanalmente atualizado pelo pároco.
Uma equipe de leigos está levantando os dados da origem histórica
da paróquia para complementar os registros.
•
O Livro Tombo é de responsabilidade do pároco e o mesmo
pronunciou, em reunião da Visita Pastoral, que o Livro Tombo tem
sido atualizado constantemente.
•
Além da Paróquia, algumas Comunidades possuem o Livro Tombo,
embora não observem se os responsáveis em realizar o registro
o estão realmente fazendo.
4.
Tem-se o cuidado de manter atualizado o Livro dos Registros Patrimoniais
móveis e imóveis da Paróquia e das Comunidades?
Não:
•
Não existe registro dos bens móveis.
•
A equipe atual do CAP desconhece a existência de Livro de Registro
Patrimonial no passado.
•
O CPAE não tem conhecimento da existência do livro dos Registros
Patrimoniais móveis e imóveis da Paróquia.
•
Algumas Comunidades não sabem a quantidade de bens móveis
que possuem. Existe um projeto de registro patrimonial móvel a
nível paroquial, que não foi implantado por falta de recurso
financeiro, mas que será retomado o mais breve possível.
•
O Registro existe, mas não o controle que está sendo providenciado.
Sim:
• Com certeza, foi comprado um livro próprio e a atualização
segue o padrão exigido pelo regime contábil arquidiocesano.
•
Até então inexistente, o Livro de Registros Patrimoniais
foi elaborado pelo pároco no ano de 2007. Nenhum leigo está
envolvido em sua atualização. Está sob a responsabilidade
do Pároco.
•
Atualmente os relatórios patrimoniais dos bens móveis e
imóveis da Paróquia têm sido feitos e mantidos atualizados.
•
O registro patrimonial dos imóveis está sendo realizado.
•
Atualmente o livro de registro patrimonial dos imóveis está
sendo atualizado. Quanto aos móveis estão em fase de preparação
em algumas comunidades.
Avaliação
e propostas
de Dom Bruno
Pedindo a luz do Espírito Santo para encher os corações
dos presentes Dom Bruno iniciou sua avaliação deste Ministério
da Administração tão importante lembrando o objetivo
dele, seu foco: o cuidado do rebanho que nos foi confiado de forma a desempenharmos
com generosidade e responsabilidade a administração dos
bens, em vista da missa da Igreja. Sim, porque ele diz, quando chegarmos
diante do Senhor ele vai nos pedir para prestarmos contas da nossa administração,
especialmente para os padres. Dai a necessidade desses bens: dinheiro,
obras, que nos foram confiados, serem administrados com grande seriedade
já que elas visam à evangelização.
Registra sua felicidade em estar falando sobre isso e diz não ter
medo de colocar as contas da arquidiocese para quem quiser ver, mas tem
receio de colocar as contas das paróquias já que nem todas
têm os documentos de acordo, nota a falta de coisas importantes,
documentos que, no entanto podiam estar corretos já que arquidiocese
- e é sua missão, tem toda a estrutura para que as paróquias
funcionem de modo correto. Passando para a primeira questão do
relatório: há na paróquia o conselho Paroquial de
Assuntos Econômicos (CPAE) e no seu funcionamento, ele supervisiona,
integra a administração de pessoal e econômica de
todas as comunidades da paróquia, verifica que as respostas não
são todas positivas sendo que em algumas este Conselho existe,
mas sem uma participação ativa dos seus componentes havendo
apenas uma constituição pró-forma.
“Isso não pode ser. As normas devem ser seguidas e ele chama
a atenção para a questão das pessoas que trabalham
na paróquia contratadas ou como voluntários. Esta questão
é séria porque mesmo os voluntários devem ser registrados,
ou seja, a pessoa precisa assinar um documento especial para tal serviço.
O cuidado é necessário por que há muitos casos de
voluntários, pessoas amigas do padre, antigas da Igreja e que sempre
fizeram aquele trabalho seja de faxina ou na cozinha ou outros e são
tão boas, e quando muda o pároco elas vão ao Ministério
do Trabalho em busca de direitos e daí tudo isso recai sobre a
Cúria. Dai a necessidade da administração do pessoal:
todos têm que ser registrados. Se um voluntário trabalha
para a igreja com regularidade ele adquire vinculo empregatício
daí que é melhor gastar um pouco agora, do que ter dor de
cabeça depois quando a pessoa for à justiça e a Cúria
tiver que arcar com tudo.” Por isso ele insiste que esta questão
tem que ser levada a sério por todos os padres e todos os funcionários
da paróquia devem estar devidamente registrados de acordo com a
legislação.
Passando para a outra questão: a prestação de contas
ele diz que exatamente nesta parte da Forania Nossa Senhora do Rosário
não há este problema por não haver capelas ligadas
às paróquias. Mas o problema é comum nas comunidades
que tem muitas capelas, e o dinheiro em geral fica na conta do tesoureiro
ou na sua conta pessoal. Então uma pessoa que ganha um modesto
salário de 500 reais de repente aparece com 18 mil na conta e daí?
O Imposto de Renda vai lá e a Cúria tem que prestar contas.
Por que ele explica que a Igreja não paga imposto de renda, mas
tem que prestar contas de tudo que acontece. E ele diz que isso se chama
laranja, na linguagem popular e não pode acontecer. Em resumo:
o dinheiro não pode ficar em contas bancárias de quem quer
que seja, mas nas contas da igreja, em caixa comum especialmente para
que todas as pastorais possam ser beneficiadas.
Passando para a questão do balancete Dom Bruno reitera a necessidade
deste ser feito mensalmente e enviado para a Diocese com extrato da conta
bancaria da paróquia. Uma cópia fica na paróquia
e outra vai para a Cúria já que há uma norma da constituição
fiscal brasileira que precisamos obedecer. Se houver, por exemplo, uma
conta na paróquia e uma conta de poupança é preciso
entregar tudo isso ao Imposto de Renda. Ele diz que é a favor de
uma fiscalização de todas as igrejas do Brasil porque nosso
povo é muito pobre e ele se pergunta de onde vem o dinheiro para
esses templos evangélicos luxuosos? “Nós cristão
católicos devemos dar o exemplo, precisamos ser claros, é
preciso ter lisura total.”
No começo do ano, ele explica, todas as paróquias recebem
carta circular contendo os documentos necessários que devem ser
enviados à Arquidiocese, especialmente as comunidades que tenham
CNPJ e como estamos numa paróquia dos padres claterianos ele aproveita
para citar o exemplo do que deve acontecer. “Há bens aqui
que são dos padres claterianos, da entidade, da congregação
e outros que são da igreja e isso deve constar dos documentos:
a parte dos claterianos e a parte da Diocese.” E ainda e isso vale
para todas as paróquias: o balancete não deve ser afixado
em murais porque isso tem ocasionado o assassinato de padres, roubos de
casas paróquias porque as pessoas vêm aquilo lá e
acham que o dinheiro está com o padre. Daí que todo dinheiro
deve estar em contas da igreja, se houver uma paróquia que tenha
uma caixa com, por exemplo, dois mil, outra com três mil e outra
com quatro mil reais, deve-se juntar tudo numa conta só. “Isso
tem salvado muitas paróquias de periferia.”
Dom Bruno lembra que no dia seguinte, dia 18 de junho de 2008, irá
visitar as secretarias das paróquias de Cristo Rei e Nossa Senhora
de Lourdes e quer ver o Livro Tombo, o Livro de Batismo, de Casamento-original
e cópia e Livro de Registros Patrimoniais, Contabilidade e do Dizimo
aproveitando a deixa para entrar na questão seguinte que trata
justamente desses livros. Verifica no relatório da Forania que
muitas paróquias não têm Livro Tombo. “Isto
é muito ruim porque o Livro Tombo é de responsabilidade
do padre. Vejam sou eu quem faz o Livro Tombo da arquidiocese com os acontecimentos
mais importantes das paróquias.”
É preciso ainda um Livro para registro dos imóveis da paróquia
com cópia sendo que todos os bens têm que ter escritura com.
Por exemplo, este salão paroquial é da paróquia ou
da congregação?Isso tem que estar registrado neste livro
inclusive com os móveis, tantos ventiladores, etc. O mesmo vale
para as Casas Paroquiais. É preciso registrar tudo que é
o padre e o que é da paróquia porque agora com a morte dos
párocos há às vezes problemas com a família
destes. Houve um caso em que a família de um padre levou tudo embora
no dia do enterro. E foi um trabalho reaver tudo que era da paróquia,
mas isso foi possível porque tudo estava registrado, o padre um
alemão bem disciplinado havia colocado tudo no Livro Tombo.
Então como proceder quando os padres quiserem, por exemplo, doar
suas coisas pessoais? Devem fazer uma declaração do que
querem doar e do que é da igreja com firma reconhecida do contrario
o trabalho todo recai novamente na Cúria que tem que ir lá
com o fiscal e esclarecer tudo. Dom Bruno conta que ele já tem
uma dessas declarações- tudo que é dele ele vai doar
para os pobres, quanto aos seus paramentos quem quiser pode pegar e no
mais ele diz não ter nada- o carro esta no nome da igreja, a casa
também.
Enfim reafirma a importância do Livro Tombo com o registro de todos
os bens-móveis e imóveis porque quando chega outro padre
na paróquia e de repente tem lá um apartamento e ele quer
ver. E o apartamento já não existe, foi vendido. Cita casos
de paróquias ainda como a do Sagrado Coração de Jesus
que tem uma fundação. “Na verdade o que ocorre ali
é que tudo é da paróquia e a Fundação
utiliza. Nestes casos há que se fazer um contrato chamado comodato.”
Daí a importância de ser ter tudo registrado para que quando
um padre passar a paróquia para outro tudo estar em ordem, contabilizado,
anotado nos livros com cópias na Diocese. “Tem gente pronta
na Diocese para dar todas essas informações e instruções
inclusive há um formulário próprio para cada coisa.
Agora é expressamente proibido depositar dinheiro da igreja nas
contas particulares dos padres – bens que foram vendidos têm
que ter baixa no livro e para tal os padres devem ter pessoas que colaborem
nessas questões, até especializadas, considerando que eles
não podem resolver tudo sozinhos. E mais: o livro de bens tem que
ter um termo de abertura e de encerramento que é feito pela Diocese,
sendo que no livro de Atas é o próprio padre que faz a abertura.
Lembra que há um documento chamado codicilo que significa ato escrito
de ultima vontade no qual se pode fazer, colocar as ultimas disposições,
vontades dos padres quanto ao seu enterro, se quer legar móveis,
roupas e outros objetos pessoais que é um documento simples com
determinação de usufruto de bens que pode ser registrado
no Cartório de Títulos. Tudo isso deve ser providenciado,
ele diz, para que no futuro não haja problemas como muitos que
já presenciou que envolvem conflitos entre familiares mal esclarecidos
sobre os referidos bens. Conta que recentemente teve que ir a Cidade Judiciária
para assinar o testamento do padre Pessoto.
Alerta ainda para os cuidados com o caseiro ou caseiro, horas extra, adicional,
tudo deve ser contabilizado e ainda finalizando, lembra de casos de padres
que tiveram suas contas bloqueadas por problemas anteriores de cheques
sem fundo-esses cheques pré datados que é comum a pessoa
esquecer o ultimo a ponto de acontecer casos de contas bloqueadas por
falta de alguns reais quando na verdade o gerente que conhece os padres
poderiam avisar, pagar. “Enfim é preciso tomar muito cuidado
com isso porque há uma má vontade das pessoas em geral com
a Igreja Católica
Por isso ele diz: “Bem aventurados os que constroem a casa de Deus
e malditos os que a destroem e ainda: cuida da casa de Deus que Deus cuida
da tua casa e lembra-se da fala de Jesus se referindo àquela mulher
que colocara duas moedinhas de esmola e na verdade deu mais que todos
porque deu tudo que possuía. E completou dizendo para cuidarmos
de cada centavo do dinheiro da igreja e recorda que Jesus fez varias alusões
a ele durante suas pregações: você não pode
servir a dois senhores, a Deus e ao dinheiro. “Sobre Santa Tereza
D’Ávila que fez as reformas do Carmelo, dos conventos das
carmelitas no século XVI) um seu contemporâneo falou:”Tereza
sozinha é uma coitada, Tereza com Deus é uma força
e Tereza com Deus e com dinheiro é uma potencia.”
A reunião foi encerrada com a passagem da vela simbólica
da visita Pastoral de Dom Bruno, pelo padre Fernando ao padre Magalhães
e na seqüência como sempre todos foram convidados para um lanchinho.
|