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Retornar com os Pássaros é o novo livro do escritor mineiro
Pedro Maciel escritor mineiro, autor de A Hora dos Náufragos (Ed. Bertrand Brasil, 2006) e Como deixei de ser Deus (Ed. Topbooks, 2009) lançou no dia 22 de outubro de 2010 em São Paulo, na Livraria da Vila ( Rua Fradique Coutinho, 915, Pinheiros) seu terceiro romance: Retornar com os Pássaros, pela Editora portuguesa LeYa . A noite de autógrafos foi precedida por bate papo com os escritores Lygia Fagundes Telles e Mario Bortolotto.
O novo lançamento da editora LeYa apresenta ao leitor um livro único, que toca em sentimentos marginalizados nos dias de hoje. Em tempos de padronização de gostos em alta escala, o romance provoca a reflexão no leitor desorientado e instiga à escuta dos próprios desejos. Retornar com os Pássaros, ao longo de suas 176 páginas, aborda temas atuais e recorrentes, sobre os quais nem sempre se pode refletir. Por isso, ao discutir a beleza e o preciosismo do “tempo”, o autor desconversa afirmando: “Quando me apresso, apresso-me lentamente”. O tempo, aliás, está muito presente ao longo de toda a prosa: o assunto é desmembrado por Pedro Maciel em diversas formas e pontuações. Em total sintonia com o conteúdo, a diagramação original do livro também chama a atenção. O texto aparece no canto inferior esquerdo de cada página, valorizando o vazio e o branco deixados em cada capítulo da história. Outra curiosidade do livro é que os títulos de cada capítulo são frases selecionadas do capítulo anterior, o que reforça a idéia de continuidade e o valor profundo que uma sentença consegue despertar. O título da obra, “Retornar com os Pássaros”, reaparece no último texto, seguindo a idéia de todo o romance e fechando o ciclo de retorno após descobertas singulares em cada página lida.
LeYa reúne editoras portuguesas A LeYa nasceu em Portugal, em janeiro de 2008, como empresa holding na qual se integram algumas das mais prestigiadas editoras nacionais e duas das mais bem-sucedidas editoras africanas. Compõem a LeYa as seguintes editoras: ASA, Caderno, Caminho, Casa das Letras, Dom Quixote, Estrela Polar, Gailivro, Livros d'Hoje, Lua de Papel, Ndjira (Moçambique), Nova Gaia, Nzila (Angola), Oceanos, Oficina do Livro, Quinta Essência, Sebenta, Teorema e Texto. A força destas marcas e a qualidade do que produzem, aliada aos objetivos ambiciosos e à dinâmica de grupo, fazem da LeYa uma empresa forte e coesa nos seus objetivos gerais e diversa nos seus programas editoriais Site: http://www.leya.com/
Saber mais sobre o livro e o autor
FOLHA DE SÃO PAULO
Escritor mineiro questiona em livro validade do tempo para descobrir a si próprio da Livraria da Folha O escritor mineiro Pedro Maciel se utiliza da exatidão e da precisão das palavras para descrever os sentimentos em "Retornar com os Pássaros" (LeYa, 2010). A sensibilidade utilizada permite com que o texto deslize diante dos olhos do leitor, sem interrupções. O autor aborda sentimentos marginalizados na atualidade. Para tanto, proporciona novos significados às palavras. A cada capítulo, a linguagem é reinventada. O tempo e sua validade são alguns dos temas presentes no exemplar. Passado, presente e futuro estão recheados de questionamentos, em busca da noção da descoberta de si próprio. A diagramação do livro está em sintonia com seu conteúdo. O texto localiza-se no canto inferior esquerdo de cada página, o que acaba por destacar o vazio e o branco deixados em cada capítulo da história. Os títulos são frases selecionadas do capítulo anterior, o que aprofunda o significado das sentenças e reforça a ideia de continuidade das palavras e de seus significados.
_________________________________ REVISTA CULT Retornar com os PássarosPublicado em 08 de setembro de 2010 Tomá-lo como um típico romance, conforme indica a capa, seria uma armadilha. O terceiro trabalho do mineiro Pedro Maciel é antes um convite a deparar-se com o novo, sob pena de demolir os pilares dos gêneros. Para construir sua prosa vertiginosa, Maciel lança mão de técnicas e recursos gráficos diversificados (passagens em itálico, em negrito), de modo que evidencia a fragmentação da narrativa. Trata-se de uma fuga permeada de poesia, sem a preocupação de um diareatar com o ponto de partida: “Não lembro quem sou nem onde estou. Nem sempre regresso das minhas viagens”, adverte o autor no prólogo. E-mail: pedro_maciel@uol.com.br
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Jornalista Ana Lucia Vasconcelos Web designer-Edson Souza
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