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Fodorosvska uma comédia sobre a morte é novo espetáculo do Grupo Garagem 21 __________________ Vítimas do sistema ou cruéis
jogadores? __________________
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Fodorosvska uma comédia sobre a morte Uma encenação sobre um homem que está morrendo é o principal evento da festa de comemoração dos 250 anos da Fábrica de Supositórios Brasil. Com esse mote, o grupo Garagem 21 apresenta Fodorovska, que estréia dia 4 de março, quinta-feira, às 22h30, no Espaço dos Satyros 2. Escrita e dirigida por Cesar Ribeiro, a montagem discorre sobre a relação contemporânea ocidental com a morte em uma época na qual cada vez mais a tecnologia é utilizada para diminuir as distâncias entre as sociedades. Mas, se por um lado o avanço tecnológico possibilita a diversidade e o acúmulo de informações, facilitando assim o processo de organização intelectual da realidade, por outro há a superficialidade na abordagem dos temas. Para refletir sobre esse assunto, o grupo novamente recorre à sua linguagem característica: uma mistura de referências que vão de quadrinhos e desenhos animados adultos a filmes de terror orientais e cineastas como David Lynch e Tim Burton, além de pensadores como Nietzsche, Foucault e Lipovetsky. No centro de tudo isso, um homem (Paulo Campos) está morrendo. Deitado em uma maca em um lugar que mais parece um depósito do que um hospital, ele se vê cercado por todos esses seres estranhos enquanto busca um raciocínio que justifique sua vida e sua morte. Mas ele, apesar de ser o indivíduo mais próximo da normalidade nesse ambiente, é um falso pensador, que faz as perguntas certas para chegar a conclusões equivocadas. Por fim, morre sem encontrar respostas. Pesadelo moderno
Com essa frase o diretor Cesar Ribeiro resume o processo de criação do grupo, que leva para o palco personagens e histórias que costumam fugir muito da visão estabelecida da realidade cotidiana. Recusando o naturalismo e o realismo, a opção sempre procurada é criar no palco uma espécie de pesadelo moderno, ligado a influências como clima de raves e danceterias, universo infantil (como o simbolizado pelo recorrente personagem do Coelho) e releitura do expressionismo. Sobre o Grupo
Fundado em 1994 sob o nome Cia de Orquestração Cênica, o grupo passou a se chamar GARAGEM 21 em 2009. Com foco na reflexão sobre a condição do humano moderno nas grandes cidades, estreou em 1994 a montagem Subterrâneo, inspirada em Crime e Castigo e Notas do Subsolo. Em 1995, buscando a reflexão sobre o ideal de belo e sublime, estreou Desimagem, inspirado na obra de Baudelaire e com participação especial do ex-crítico teatral Alberto Guzik. Em 1997 foi a vez de Millennium, inspirado em Allan Poe, seguida por Queen – a Festa (1998), peça que convida o público ao aniversário da personagem central em uma danceteria. Em 2000 o grupo apresentou uma mostra de seu repertório no CCSP, com Queen – a Festa e as estreias de Diário de um Louco (de Nikolai Gogol) e Voragem (coletânea de contos de Caio Fernando Abreu). Em 2001 estreou no CCSP Diálogo Inútil do Abismo com a Queda, centrada na obra de Beckett e em 2002 foi a vez de a companhia iniciar o projeto de abertura do Espaço dos Satyros a outros grupos de teatro. Após uma pausa de 5 anos, o grupo foi retomado em 2007 com uma mostra de repertório no Porão do CCSP que envolveu Queen - a Festa, Sinfonia Patética, Intermezzo, Desconstrução e Diálogo Inútil do Abismo com a Queda. No mesmo ano cumpriu nova temporada de Sinfonia Patética, no Espaço dos Satyros. Em 2008 ficou 4 meses no Espaço dos Satyros com Diálogo Inútil do Abismo com a Queda. Em 2009 reestreou a peça Queen - a Festa e estreou as montagens Sessenta Minutos Para o Fim e Somente os Uísques São Felizes, todas no Espaço dos Satyros 2. Em 2010, além da estreia de Ratos Jogam Xadrez na Escuridão, estreará a peça Martelo Sueco, reunião de três textos curtos de Eduardo Sterzi, também no Espaço dos Satyros.
Temporada: de 4 de março a 27 de maio de 2010, às quintas-feiras, às 22h30. Gênero: Comédia. Duração: 60 minutos. Capacidade: 50 lugares. Recomendação etária: 12 anos. Preço: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia). Sinopse: Para comemorar seus 250 anos, a Fábrica de Supositórios Brasil organiza uma festa de final de ano em que a atração principal é uma peça na qual um homem está morrendo cercado por personagens como um coelho escritor, uma mulher que só dorme e a estrela pop do Quirguistão Sonja Fodorovska.
Mais informações:
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Jornalista Ana Lucia Vasconcelos Web designer-Edson Souza
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